quinta-feira, 10 de julho de 2008

Carta dirigida ao Senhor Primeiro-ministro sobre a Revisão do PDM da Moita, 9 Julho '08... Ver também Anexo único à parte, nesta data


Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro José Sócrates

Governo da República

Lisboa

Ass.: Revisão[1] do Plano Director Municipal da Moita (PDM) e Projecto de novo PDM da Moita. Assunto muito urgente[2].

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,

Somos Cidadãs e Cidadãos muito preocupados com o bom ou o mau governo da nossa terra, o concelho da Moita do Ribatejo.

Porém, temos perfeita consciência do facto normal de o Governo nada poder nem dever fazer sobre opções de mérito nem sobre opções de política no que a uma Câmara Municipal diz respeito.

Por isso, escrevemos-lhe hoje esta carta, Senhor Primeiro-ministro, sobretudo[3] consternados com as matérias relacionadas com o respeito ou mais propriamente com a violação flagrantíssima da lei[4] no quadro da Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM) e do surgimento do Projecto de novo PDM da Moita.

Sem esquecermos que em todo este processo, a Administração directa do Estado[5] tem desempenhado um papel tristíssimo, de demissão, desinteresse e patrocínio cego das piores violações da lei[6].

1. Pedimo-vos que aceitem conhecer[7] esta grave problemática e actuar de modo claro e urgentíssimo

E dirigimo-nos a si, Senhor Primeiro-ministro, e ao Governo, enquanto órgão de condução da política geral do país, pedindo-vos que aceitem conhecer esta grave problemática e actuar de modo claro e muito urgente,

  1. no sentido de emendarem rapidamente a mão às graves actuações de pouco ou nenhum ou muito duvidoso mérito, e de violação da lei ou fraca e incompetente defesa do interesse público[8], da responsabilidade da Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) e da Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CN-REN)[9],
  2. assim como no sentido de exercerem a vossa tutela administrativa de verificação do cumprimento da lei[10], e neste caso da violação flagrante da lei por parte da Câmara Municipal da Moita (CMM)[11], travando precisamente essas suas actuações ilegais em torno do processo de Revisão e da ultimação do Projecto de novo PDM da Moita.

Com efeito, e cf. Anexo sob o título “PDM no Boletim Municipal nr 47_Jun_08 da CM Moita”, pode ler-se que a 11 de Junho último, a CMM[12] procedeu em Reunião Pública Extraordinária à aprovação da versão final[13] do novo PDM.

Mais grave.

É notícia oficiosa hoje na Moita que a Assembleia Municipal se prepara para reunir em Sessão Extraordinária a 17 Julho de 2008, com a aprovação final do Projecto de PDM na ordem do dia.

E isso, caso viesse a acontecer, será ou seria o triunfo dos fora-da-lei e o triunfo dos violadores dos mais elementares princípios constitucionais da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da boa fé.

2. Moita, terra com a revisão de um PDM com a maior carga de ilegalidades de toda a História recente de Portugal

Ora acontece que na Moita, ao longo destes últimos anos, são muitos os cidadãos e as cidadãs que consideram que o novo PDM proposto pela maioria política da CMM encerra, de entre outros vícios e defeitos graves,

  1. um monte de erros de palmatória em termos de planeamento,
  2. um crime ambiental grave e irrecuperável,
  3. uma imposição arbitrária de medidas opressivas contra a população e própria da ditadura,
  4. uma violação inconstitucional do princípio da imparcialidade devida pela Administração na gestão da coisa pública,
  5. e um saco cheio de práticas obscuras e nada transparentes de má, de péssima governação.

2. 1. A ajuda prestada pela pior e mais injusta lei dos solos e das mais-valias urbanísticas

Tudo à pala da utilização máxima da pior e mais injusta lei dos solos e das mais-valias urbanísticas e do pior desordenamento do território[14] da história contemporânea de Portugal, políticas erradas essas que são usadas e abusadas aqui na Moita até ao tutano por gente com o emblema do Partido Comunista ao peito, que em teoria e noutros lugares se lhes opõem, mas que na prática delas à tripa forra aqui entre nós se aproveitam[15].

2. 2. Demissão da Administração Pública do seu dever de prossecução do interesse público

O processo de revisão do PDM e o novo Projecto de PDM da Moita acarretam igualmente vícios e actuações gravíssimas de demissão da Administração Pública do seu dever de prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, para além de se traduzir na prática numa extraordinária lição sobre ética, transparência e democracia, ou falta delas.

Pior exemplo de mau governo não pode haver, salvo em tempo e em lugares de ditadura.

Sublinhamos com ênfase:

Sim.

Pior exemplo não pode de facto haver de governo mais fora-da-lei e de Administração Pública de gente menos imparcial nem mais inapta e indolente, mais preguiçosa e/ou comprometida com interesses obscuros indisfarçados[16].

2. 3. A CMM não visou a prossecução do interesse público. E a Administração do Estado deu a isso o seu “Amén!” de modo cego, surdo e mudo

É entre nós voz corrente o facto de a direcção política da CMM não ter visado a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, ao longo do processo de Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM), como era seu dever à luz do determinado pelo nº1 do Artº266 da Constituição da República Portuguesa (CRP).

E de tampouco o terem visado no desempenho das suas missões de controlo nem a CN-REN, nem a CCDR-LVT.

Em matéria de solo rural, de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e de Reserva Ecológica Nacional (REN), a Revisão do PDM e o surgimento do Projecto de novo PDM da Moita são de facto o exemplo maior da mais despudorada violação da lei e do interesse público, por parte da CMM, e com o alto patrocínio da CCDR-LVT e da CN-REN[17].

2. 4. A CMM não actuou com respeito pelo princípio da imparcialidade no exercício das suas funções. E a Administração do Estado deu a isso o seu “Amén!” de modo cego, surdo e mudo

É entre nós voz igualmente corrente o facto de a direcção política da CMM de não ter actuado com respeito pelo princípio da imparcialidade na aplicação da lei no exercício das suas funções, ao longo do processo de Revisão do PDM da Moita, como era seu dever à luz do determinado pelo nº2 do Artº266 da CRP[18], bem como pelo nº6 do Código do Procedimento Administrativo (CPA)[19].

E de tampouco o terem respeitado no desempenho das suas missões de controlo nem a CN-REN, nem a CCDR-LVT.

Em matéria de tratamento dos cidadãos com 2 pesos e 2 medidas face à mesma lei, em condições em tudo similares (salvo no poder económico e de ‘lobby’ do cidadão A[20] e do cidadão B[21]), a Revisão do PDM e o surgimento do Projecto de novo PDM da Moita são de facto o exemplo maior da mais despudorada violação do dever legal e constitucional de respeito pelo princípio da imparcialidade, por parte da CMM, e com o alto patrocínio da CCDR-LVT e da CN-REN.

3. Uma situação inenarrável, sem palavras

Com efeito, a questão do PDM da Moita pode resumir-se em 100 palavras[22]:

O Processo de Revisão do PDM e o Projecto de novo PDM da Moita compreendem aparentes violações da Lei, uma amálgama pantanosa de situações obscuras e uma sucessão vasta e sistemática de más práticas de governação.

A Moita merece ser um caso de estudo da vida em democracia e da transparência, ou da falta delas.

Sem palavras, inenarrável.

Resumindo em 100 palavras a situação, existem na Moita 2 regimes políticos e verificam-se 2 revisões do PDM, onde os grandes perdedores são o Concelho, os Munícipes, a ética e a transparência, e onde sai gravemente ferida a legalidade e a democracia.

4. 1. O Projecto de novo PDM para a Moita tem traços distintivos maiores:

Para quem conhece mal a nossa realidade e esta questão, a coisa fez-se assim:

  1. Tripudia sobre a Lei e contra a Lei e os Cidadãos,
  2. Escarnece na cara dos altos funcionários do aparelho de estado e dos representantes dos órgãos de coordenação e de governo regional e central,
  3. Ofende os interesses legítimos e as justas preocupações de quase todos os Munícipes da Moita, nomeadamente em termos de
    1. errada política dos solos,
    2. pior desordenamento do território concelhio
    3. e transferência de escandalosas mais-valias urbanísticas para meia dúzia de felizes contemplados com o Euromilhões do PDM da Moita,
  4. Vota ao abandono o miolo urbano das localidades do Concelho, com zonas centrais envelhecidas, desertificadas, abandonadas, ao ponto de perdurarem em 2007 no Concelho da Moita algumas das localidades originariamente mais belas mas hoje mais degradadas em termos urbanísticos, no nosso País,
  5. Ofende por último os direitos das pessoas dos campos particularmente do Sul do Município, e de outras zonas rurais da Moita, garroteando desnecessária e ditatorialmente as suas terras de cultivo hortofrutícola e de cereal, as suas explorações pecuárias e as suas áreas de habitação construídas dentro da lei.

4. 2. Tudo isso aconteceu com um só fito:

O fim foi claro.

Visou-se passar quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN[23], com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos e novos Parques Empresariais.

4. 3. Ao serviço de meia dúzia de grandes eleitos:

O Projecto de novo PDM para a Moita serve os interesses de meia dúzia de grandes especuladores imobiliários que durante estes 12 anos de Processo de Revisão do PDM actuaram do modo seguinte:

  1. com uma mão compraram de véspera Solo Rural em REN e RAN*,
  2. com a outra mão assinaram no dia seguinte Protocolos com a Câmara para a reclassificação de tais solos como urbanizáveis[24], e
  3. com as duas mãos foram a correr levantar dinheiro na Banca[25] sobre a hipoteca desses tais terrenos, já “valorizados” com uma carimbadela e uma assinatura no sítio certo, e
  4. generosamente também com ambas as mãos distribuíram migalhas por vezes bem visíveis e reais a certos dos seus ajudantes estrategicamente bem colocados na Administração Pública[26]

5. Os álibis da coisa. Parte I: o embuste inicial

Inicialmente, funcionou o seguinte esquema de justificação para papalvos e para a Administração Pública:

Essas manobras foram sendo encapotadas sob o manto alegadamente nobre e credível do alargamento da REN em dobro a novas áreas do Sul do Município, alegadamente compensadores da perda em singelo nas áreas de desclassificação e desanexação programadas.

Iludindo assim quem adora ser iludido, com a tese peregrina e fraudulenta assente em 2 patranhas, qual delas a mais despudorada e evidente:

1. A falácia do ganho ambiental supostamente vistoso, se bem que de facto nulo, nas novas áreas protegidas, mas já antes ecologicamente defendidas;

2. O embuste da perda ambiental alegadamente desprezível, apesar de comprovadamente máxima, nas terras assim abruptamente desguarnecidas.

5. 1. Um saldo contabilístico ambiental desastroso

No saldo contabilístico do deve e do haver da protecção ambiental das terras do Concelho da Moita, na balança da salvaguarda da sua permeabilidade e do seu equilíbrio ecológico, tudo a Moita perde quando desaparece a REN e a RAN e os Solos Rurais em cerca de 400 hectares do Solo do Município, e nada a Moita ganha quando se alarga a REN a áreas já antes ambientalmente protegidas com Lei adequada e suficiente.

Compreenda-se bem. O Projecto de novo PDM prevê o crescimento de novas zonas, antes rurais e em RAN e REN, com mais uns milhares de casas e mais umas dezenas de parques industriais novinhos em folha.

Mas serão essas novidades um sinal de progresso e desenvolvimento do Concelho?

Negativo.

Mais zonas habitacionais devem corresponder de facto ao prévio e sustentado crescimento da população. Assim do tipo, mais gente primeiro gera a necessidade de mais casas depois, é óbvio.

Agora, ao contrário, não consta que mais casas façam nascer mais bebés e provoquem um aumento real e sustentado da população. É tolice pura pensar assim. Para mais quando a nossa relação de casas por habitante já é altíssima, prevendo o PDM novo da Moita cerca de 20 mil novos fogos, em cima dos cerca de 35 mil já existentes, para uma população de cerca de 60 mil habitantes no Concelho. Por esse andar, se fossem todas essas casas habitadas, não mais mulher alguma habitaria com seu marido, nem filho criança viveria com os seus pais, e mesmo assim ainda iriam sobrar casas por ocupar.

Além disso, cada 1000 novos fogos entrados no mercado, por construção nova e com preços especulativos sempre upa-upa, correm o risco sério de serem quase 1000 novas casas desocupadas em novos bairros desertos, sem gente, para além de arrombarem dramaticamente com os preços dos imóveis já existentes, menos recentes, que tendem a ver o seu preço relativo de mercado baixar aceleradamente e a pique. É a lei da oferta e da procura: com a mesma população estabilizada, e com novos e mais fogos, a entrarem no mercado a velocidade acelerada e a preços crescentes, logo ter-se-á os fogos anteriormente existentes cada vez menos valorizados.

Quanto aos novos e cada vez mais omnipresentes parques industriais, a situação é semelhante.

Apesar de os respectivos solos serem comprados a tostão pelos novos especuladores aos antigos donos das terras, com a ajuda da mãozinha amiga do poder político e da Administração Pública, são depois esses parques industriais colocados no mercado a preço de milhão, e ficam às moscas, sem empresas que lá se possam instalar.

Salvo novos hipermercados por aí nascidos aos molhos, óptimos para arrombarem com o comércio tradicional e os centros das localidades.

É ver de alto a baixo o que se passa no Concelho. Tudo isto é aliás antieconómico, mais parece ser tão só lavagem de milhões fáceis à moda napolitana.

Mas no final, são o solo rural e as zonas ambientalmente protegidas que desaparecem, e o betão e as novas áreas urbanas que pululam como cogumelos, ao ponto de se recear que dentro de gerações, só à força da implosão à bomba de tanto betão se poderá de novo vir a ter algum solo permeável para uso e desfruto das novas gerações.

5. 2. O embuste era esperto, e enganou ou parece ter enganado algumas gentes, incluindo na Administração Pública.

Com efeito, essa questão da Reserva Ecológica, que no fim de contas desaparece por mão amiga num lado em 400 e tantos hectares em certas zonas, mas reaparece de novo com mão pesada em mais 900 novos hectares noutras áreas, é coisa que até pode parecer um ganho e uma mais-valia ecológica para o Concelho.

Se afinal a REN cresce para o dobro…

Puro embuste.

Parece que a REN cresce. Lá isso parece.

Mas muitas vezes, e aqui também, o que parece não é. É só fumaça para ludibriar a Comissão Nacional da REN[27], composta por pessoas que até parece adorarem ser enganadas, de tão trouxas (politicamente falando), ou indolentes (parece não estudarem os dossiers) que aparentam ser.

Piores cenários, por decoro, não temos querido imaginar.

5. 3. Veja-se com atenção:

5. 3. 1. Imagine-se o sítio A.

Ele é caracterizado por ser de mata e/ou montado, sem gente, nem casas, nem estradas, nem gado nem agricultura, acaba-se com a REN e fazem-se centenas e mesmo milhares de novas casinhas. Ou alguns novos parques industriais, à mistura com muito alcatrão e ainda mais betão. Com o “Amén” da CN da REN, que assim actua como Comissão Liquidatária da REN e não como sua Comissão de Defesa.

Aí, a perda é total em termos de solo permeável, em termos de recarga dos aquíferos, em termos de solo rural e ecologicamente protegido, que deixa de o ser… poff, já era. Logo, o saldo ambiental vira negativo. Centenas de hectares são lançados na coluna a vermelho, perdidos. A perda ecológica pura é real.

5. 3. 2. Tomemos agora outro sítio, a zona B.

Coloca-se aí por artes mágicas administrativas a REN retirada do sítio A. Mas…em B já o solo é e sempre foi rural, logo terra permeabilizada. Por isso, o ganho ambiental é nulo, não acrescenta nada em termos de recarga dos aquíferos. Depois, a zona B pulula de vida, auto-estrada e estradas de alto a baixo, vários núcleos urbanos, centenas de casas e centenas de famílias, milhares de cabeças de gado, vastas áreas de culturas agrícolas intensivas, onde há gerações que a mata e o coberto vegetal virgem desapareceram, etc e tal. Novamente com o “Amén” da CN da REN, que assim actua como Comissão de Brincar à REN e não como sua Comissão de Defesa. Aí, nessa terra, caso se passe a chamar-lhe REN por decreto, em termos de ditadura contra as pessoas OK, a coisa até pode funcionar. As pessoas sentirão de facto na pele e nos seus bens a referida ditadura e as restrições e menos-valias associadas. Mas em termos de ganho ambiental, a mais-valia ecológica será aí pura e simplesmente nula.

A nova REN a fingir nada de novo nem de bom traz a essa zona, em termos ambientais.

Como qualquer criancinha de tenra idade compreende, se de um lado tudo se perde, e do outro nada se ganha, o saldo ambiental final é… pura perda, perda total.

Só os malandrins, os especuladores financeiros do solo adquirido a tostão e com rendimento fabricado por decreto a milhão, mais os seus amigos no Poder e na Administração Pública, e os tolinhos[28], ou aqueles que assobiam para o lado e fingem que não vêem, é que não percebem ou fingem não perceber este deve e haver de desastre ambiental total, tão óbvias e tão elementares são as contas de fazer.

Assim, falar de aumento da REN (desaparecem na prática 400 hectares irrecuperáveis, e “crescem” no papel 900 novos hectares desnecessários e imprestáveis) é logro puro, é embuste reles. É trapaça para embrulhar golpes financeiros a montante, e disfarçar ditadura contra as gentes do campo a jusante.

6. Os álibis da coisa. Parte II: o embuste mais recente

Mais recentemente, juntaram-lhe novo logro, um verdadeiro “monte de erros de planeamento” que só engana quem quiser ser enganado.

Isso mesmo:

Uma burrada completa! A deslocação da REN de onde é retirada (e faz falta, sendo a sua perda irrecuperável), para a sua transplantação para zonas de puro arbítrio, puro erro, puro logro (onde falta não faz, e nada acrescenta, tirando tirania sobre as gentes do lugar).

O projecto de novo PDM da Moita tem efectivamente ainda como outras traves mestras alguns traços emblemáticos de planeamento, a saber, o esquecimento deliberado e sistemático do miolo desertificado, abandonado e envelhecido do interior das nossas localidades, de par com a expansão e o crescimento de novas áreas urbanas, implantadas em solo rural que deixa de o ser, em zonas de RAN[29] e REN[30] condenadas a mais e mais betão.

7. Tudo foi feito com um fito: tapar os olhos da Administração e enganar quem aceitar ser enganado.

Simultaneamente, desclassificam-se zonas de protecção ecológica, com mata, sem casas e sem gente nem agricultura, criando-se por oposição novas áreas de REN em cima de outras áreas concelhias noutros lugares pejadas de gente, de casas, de gado, de campos de horto-frutícolas, de estradas e auto-estradas, de núcleos urbanos, com uma vida humana e económica já muito consideráveis.

Se estas soluções fossem apresentadas como uma proposta de mestrado ou doutoramento numa qualquer Universidade a sério, redundavam de imediato num chumbo vergonhoso para os seus subscritores.

Aqui entre nós na Moita, contudo, acontecem na vida real e para além de cómicas, são trágicas.

Seriam para rir, se não fossem para chorar.

E trazem às escancaras água no bico.

Será que é mera burrice a direcção política da CMM propor uma nova Reserva Ecológica que a vingar seria única no mundo, prantada no alto da cabeça e em cima das casas e das hortas das pessoas, em zona de intenso tráfego viário e entrecortada de alto a baixo com bolsas e corredores de excepção, assim tipo REN branca e preta género fato às riscas, que não se sabe se é preto das riscas pretas, ou branco das riscas brancas?

Corremos o risco de ter na Moita uma REN única no mundo, que ora é, ora não é, de 100 em 100 metros começa e logo interrompe, merecedora de registo no Livro Guiness dos Recordes e vocacionada para ser alvo da gozação geral, tal a burrada e o disparate total em gestação.

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,

Em síntese, sobre a Revisão do PDM da Moita, temos então:

8. Um processo longo de 12 anos plenos de violações da lei e do interesse público.

Os momentos chave do processo de Revisão do PDM da Moita podem agrupar-se assim:

  1. O Boletim Municipal da CMM de Junho-Julho de 1996 deu o tiro de partida, e anunciou pela voz do Presidente da CMM da altura, José Luís Pereira, acompanhado do Vice-Presidente da época e Vereador do Urbanismo, João Lobo[31], o arranque do processo de Revisão do PDM da Moita;
  2. Sensivelmente desde essa data, e pelo menos até finais de 2003, importantes áreas de solo rural do Concelho, zonas de mata muitas delas, sistematicamente caracterizadas como zonas sem gente e abrangidas pela Reserva Agrícola Nacional (RAN) e pela Reserva Ecológica Nacional (REN), começaram a ser adquiridas por meia dúzia de grandes Empresas e grandes Investidores fundiários, em negócios muitas vezes realizados a tostão, devido à vocação só agrícola e por vezes só de reserva ecológica desses solos rurais.
  3. Simultaneamente, os novos Proprietários dessas áreas em solo rural, em RAN e em REN, iniciaram com a CMM todo um processo de colocação no papel, em forma de Protocolos assinados pela Câmara Municipal e por esses novos Proprietários, de uma série de acordos pelos quais a CMM prometia que esses seus territórios passariam em sede de Revisão do PDM de anterior solo rural para novo solo urbano, de áreas de anterior RAN e REN para áreas de nova expansão urbana residencial e industrial.
  4. Nesses Protocolos, que ganham corpo nomeadamente entre Setembro de 2000 e Dezembro de 2003, são protagonistas por um lado quem assina, o Presidente da CMM e os referidos Proprietários e Investidores, e por outro quem os prepara em termos jurídicos e urbanísticos. Alguns destes técnicos conseguem fazer o pleno estando simultânea ou sucessivamente em diversas posições altamente estratégicas.

a) Primeiro em cheio nos negócios jurídicos da compra dos terrenos e/ou na sua posterior programação urbanística, aí servindo os privados.

b) Segundo sendo assessores de topo da direcção política da CMM, aí servindo não se sabe bem nem o quê nem quem, mas seguramente não o interesse público nem a imparcialidade imposta à Administração na prossecução do interesse público e no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos de todos os cidadãos em igualdade.

c) Terceiro beneficiando de favores ou atenções concedidos de forma tão generosa quanto às escâncaras pelos Proprietários e Investidores assim felizes e contentes, contemplados com os referidos Protocolos, e aí se servindo de novo finalmente.

  1. Firmados esses Protocolos, onde o objecto são as zonas de mata do Concelho da Moita, muitas delas sistematicamente caracterizadas como zonas de solo rural sem gente nem casa e abrangidas pela Reserva Agrícola Nacional (RAN) e pela Reserva Ecológica Nacional (REN), e o conteúdo é o negócio público-privado da sua retirada de solo rural, de RAN e de REN para a sua passagem a novo solo urbano sem RAN e sem REN, novos protagonistas entraram em cena. Com efeito, tem sido determinante a actuação aparentemente pouco ou nada firme e a vigilância pouco ou nada atenta em defesa da lei e do interesse público, por parte das instâncias da Administração Pública chamadas a pronunciar-se nos momentos seguintes àquelas concertações.

a) Primeiro, a Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CN-REN) aceitou de cruz[32] a amputação de cerca de 400 hectares de REN, assim desempenhando um papel mais próprio de comissão liquidatária que de comissão de defesa da REN.

b) Segundo, Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) tem aceite desempenhar um papel passivo e errante, apagado e sem chama de defesa, nem de coordenação nem de desenvolvimento, em todo o processo de Revisão do PDM da Moita[33].

c) Terceiro, a Inspecção-geral da Administração Local (IGAL) e a Procuradoria-geral da República (PGR), quer uma quer outra muito ausentes e distantes ao longo dos anos desta história e ambas com processos de investigação visíveis desde Junho e Novembro de 2007, parecem desligadas das gentes, das evidências, dos casos, da realidade[34]. Como trabalham em segredo, até pode ser que trabalhem muito e bem, mas até prova em contrário, o tempo passa e foge, e os frutos nada.

Perante um cenário destes, seria impensável o absurdo de pedirmos ao Governo que interviesse em questões de mérito, em matéria de opção política ou de governo da CMM.

A Constituição e a Lei, mais a razoabilidade e o bom senso, não no-lo aconselham nem permitem, e nesse erro não cai nenhum de nós.

9. O que pedimos ao Governo é bem simples, é diferente pelo contrário:

  1. Pedimos que o cumprimento da lei[35] seja verificado e pedimos que a Administração Pública defenda o interesse público[36],
  2. Pedimos que o Governo não incorra nem deixe que Órgãos do Estado incorram impune e vitoriosamente no vício inconstitucional do desrespeito pelo princípio da imparcialidade, na aplicação da mesma lei em condições similares e a diferentes Cidadãos, na base dos 2 pesos, e das 2 medidas.
  3. Em síntese, pedimos “apenas” que não se aplique no nosso tempo, na nossa terra, o velho princípio das ditaduras e dos regimes que não são estados de direito, o velho lema das 2 mãozinhas:

a) Mão leve e alçapões e outros buracos na malha legal para os ricos, espertos, influentes e poderosos

b) Mão pesada e punição própria da ditadura contra a inteligência, contra o ambiente e contra os Cidadãos economicamente mais fracos, e sem poder nem vontade de ‘lobby ’ para agirem contra a lei.

E pedindo apenas isso, julgamos não pedir nem muito, nem o indevido.

10. Desclassificação irrecuperável de solo rural em RAN e REN

Por causa do desrespeito dos seus deveres legais e constitucionais que lhes impõem dever guiar-se pela prossecução do interesse público, e lhes impõem dever abster-se de actuarem com desrespeito pelo princípio da imparcialidade, essas entidades da administração autónoma[37] e da administração directa[38] do Estado violaram na verdade a Lei e a Constituição, e preparam-se agora para confirmar ilegalmente a desclassificação irrecuperável e muito extensa e grave de largas centenas de hectares de solo rural e das matas de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e REN concelhia, em favor da grande especulação dos solos no concelho da Moita, com o sacrifício do solo rural, das áreas de ambiente legalmente protegido e dos direitos e interesses de igualdade e de justiça constitucionalmente consagrados das populações rurais do sul da Moita.

11. Essas medidas parciais e ilegais podem e devem ser travadas

Por isso, devem essas entidades ser urgentemente travadas na sua actuação contra a lei, contra o ambiente, contra os direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos.

O Governo, enquanto órgão de condução da política geral do país, deve actuar de modo claro e urgente, e emendar a mão às graves actuações de pouco ou nenhum ou duvidoso mérito, e de violação da lei ou fraca e incompetente defesa do interesse público, da responsabilidade da CCDR-LVT e da CN-REN[39], assim como deve exercer a sua tutela administrativa de verificação do cumprimento da lei[40], e neste caso da violação flagrante da lei por parte da CMM, travando precisamente essas suas actuações ilegais em torno do processo de Revisão e da ultimação do Projecto de novo PDM da Moita.

Se o Governo assim não actuar, e caso o não faça de forma eficaz e atempada, os Cidadãos deverão recorrer a todo e qualquer procedimento legal e constitucionalmente previsto, em defesa da lei, do interesse público e dos seus direitos, liberdades e garantias e interesses legítimos.

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,

Fica cada um de nós, ficamos muitas cidadãs e muitos cidadãos de olhos postos na sua resposta, Senhor Primeiro-ministro, e na actuação do Governo e das instituições da República, estado de direito democrático, onde queremos crer viver.

Na expectativa das suas importantes notícias, agradecemos cordialmente.

Moita, 9 de Julho de 2008

As Cidadãs e os Cidadãos que assinam abaixo[41].

cidadão portador do B.I. nº: Nome legível/ Assinatura:

BI nº 1541958 Hilário da Piedade Joaquim
BI nº 2317335 Manuel Fernandes Marques
BI nº 2191065 António Manuel da Silva Ângelo
BI nº … Marcelino da Silva Nora
BI nº … Maria de Lurdes Sebastião
BI nº 12782590 Liliana Isabel M. C. Valente
BI nº … Manuel Fernando dos Santos Miguel
BI nº … Dorília Moreira da Silva
BI nº 13440768 Tânia Sofia de Matos Morais
BI nº 10203190 Joaquim Fernando da Silva Macedo
BI nº … Abel Máximo da Cunha
BI nº 138576 Américo da Silva Jorge
BI nº 4863787 Eduardo Bernardo Lourenço Rocha
BI nº 6017897 João Manuel de Carvalho Fernandes
BI nº 4650088 Fernando Alves de Almeida
BI nº 11295782 Milene M. Caldeira Nascimento
BI nº 12489940Ricardo Daniel Taborda Santana
BI nº 11558425 Ana Maria da Piedade Marques
BI nº 215555 Ermelinda Russo Marques Rolo
BI nº 215552 João Simões Piedade
BI nº ... Maria Ermelinda Rolo Piedade Marques
BI nº ... Artur Abreu do Estreitro
BI nº 7801997 Ermelinda Silva Leite Salvado
BI nº 6405683 Cândido Manuel Moreira Ribeiro
BI nº 4589003 Joaquim António Cardoso de Pina

BI nº 2198683 Manuel Miranda Miguel




[1] Revisão com arranque anunciado em Junho/Julho de 1996, quando o Presidente da CMM de então, José Luís Pereira, ladeado pelo Vice-Presidente da época, João Lobo, apresentaram nas páginas do Boletim Municipal da Moita o arranque da iniciativa; Discussão Pública entre 5 Julho e 4 Setembro de 2005; Fim à vista, ninguém o pode prever.

[2] É notícia oficiosa na Moita hoje, 9 de Julho, que a Assembleia Municipal se prepara para reunir em Sessão Extraordinária a 18 Julho de 2008, com a aprovação final do Projecto de PDM na ordem do dia.

[3] … nomeadamente, no que à CMM se refere

[5] CCDR-LVT e CN-REN

[7] Se necessário, saber mais vendo os ‘links’ no Anexo abaixo sob o título “Breve digesto sobre PDM Moita”

[8] Veja-se por exemplo Reunião à porta fechada de Altos Funcionários de um Organismo menor da Administração que “revogou” a Portaria 778/93 de 3 Set, gozando na cara dos Cidadãos, ou atente-se na burrada completa e no embuste político reles em que consiste a presente solução de “REN de 100 em 10 ms sim, de 100 em 100 ms não!” aprovada com o alto patrocínio da CCDR-LVT e da CN-REN, cf. abaixo.

[10] (CRP) Artº 242-1

[11] Salvo referência expressa em contrário, entende-se no presente documento que as decisões ou iniciativas da CMM são sempre apenas da sua maioria política (4 Vereadores com pelouros mais o Presidente), maioria essa que se apresenta como comunista e é apoiada pelo Partido Comunista e pelos Verdes, pois foi eleita nas Listas CDU (PCP/PEV). Isto é, por CMM, pelas suas decisões ou iniciativas, não se pretende aqui referir os Vereadores da oposição (2 PS, 1 PSD e 1 BE), que sempre nesta matéria do PDM têm sido alheios às decisões da CMM, sempre votando invariavelmente contra a referida maioria, e em defesa da Lei.

[12] A Câmara da Moita (CMM) dispõe de 9 Vereadores, incluindo o Presidente. A maioria CDU (PCP e Verdes) é composta por 5 Elementos: o Presidente (João Lobo) mais 4 Vereadores (Rui Garcia, Vice-Presidente, e Vivina Nunes, Carlos Santos e Miguel Canudo). Na CMM, a oposição conta com 4 Vereadores, todos sem pelouro, do PS (Vítor Cabral e José Guerra), do BE (Joaquim Raminhos) e do PSD (Luís Nascimento).

[13] Bem…esta é de facto a 4ª versão final do Projecto de novo PDM da Moita. Houve uma 1ª versão final aprovada no Outono de 2005, após a discussão pública desse verão de há 3 anos. A coisa correu mal, e essa 1ª final não valeu afinal grande coisa. Avançou-se para uma 2ª versão final, a 25 de Outubro de 2006, apresentada como “mesmo final”. Azar de novo, essa nova final tampouco não contou. Fez-se por isso uma 3ª aprovação final a 9 de Julho de 2007. Essa final era para ser mesmo final…mas, não o foi de novo. Fez-se agora a 11 de Junho de 2008 a 4ª versão final, que é apresentada como a derradeira final, até surgir a necessidade de uma 5ª, de uma 6º e de outras novas versões do PDM que serão finalmente mesmo as finais. Até às seguintes. Parece confuso? É, de facto é.

[15] Poderia depreender-se destas palavras que somos contra o Partido Comunista e contra os Verdes e a CDU, e a favor dos demais partidos da oposição concelhia. Errado. Embora seja natural que alguns de nós tenham simpatias ou preferências partidárias pelo Partido A, B ou C, e que outros de entre nós não as tenham de modo permanente nem às cegas por nenhum, é contudo um facto que em todo o “assunto PDM” sempre dizemos “sim” a propostas e soluções caso a caso consideradas justas, e invariavelmente dizemos “não” a propostas e medidas que avaliamos de erradas ou ilegais, independentemente da sua origem ou chancela partidárias. É um pouco como se vivêssemos numa democracia participada caso a caso por cidadãos livres, com opiniões próprias e independentes, sempre ponderadas em função do mérito de cada proposta, sem olhar de modo subserviente à carimbadela da sua origem. É o contrário precisamente de uma espécie de democracia de clubes cada um com sua camisola, e com as claques bate-palmas acorrentadas às directrizes dos dirigentes de cada clube. Ou do género “Você na TV”, onde parece que surgem uns tipos por detrás das câmaras com uns cartazes a mandar os presentes ora “rir”, ora “chorar”, ora “aplaudir”, ora “apupar”. E as pessoas obedecem. Connosco não.

[16] …que contudo o aparelho de Estado central e regional, bem como os organismos de controlo da legalidade, não querem ver ou tardam em mostrar que vêem. Cego não é na verdade aquele que não consegue ver, é antes sim o outro que não quer ver ou que finge e engana todo o mundo apregoando que não vê.

[24] A ordem dos factores é arbitrária. O resultado dá igual, sendo que por vezes o Protocolo foi antecedido de compra, noutros casos foi a venda que se seguiu ao Protocolo.

[27] CN da REN, criação ver Decreto-Lei n.º 93/90 de 19 de Março, composição ver Decreto-Lei n.º 203/2002 de 1 de Outubro, funcionamento ver Despacho Normativo nº 1/2004 de 05/01/2004

[28] Tolinhos políticos, é só destes que aqui se fala..

[29] RAN Reserva Agrícola Nacional

[30] REN Reserva Ecológica Nacional

[31] Desde 2001 e até ao presente, João Manuel de Jesus Lobo é o Presidente da CMM.

[32] Vide uma famosa reunião de gabinete da Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CN-REN) à data de 16 de Março de 2004, onde a Portaria 778/93 de 3 Setembro, que estabeleceu a REN da Moita, foi “revogada” por dúzia e meia de Funcionários Públicos e alguns representantes da CMM.

[33] Em inícios de 2007, a CCDR-LVT disse não a uma hipótese de REN na Moita muito ‘sui generis’, transplantada de zonas de mata sem gente nem casas, com perda ambiental total, para ser implantada em novas zonas de solo permeabilizado e já ambientalmente protegidas, com ganho ambiental zero. As novas zonas REN estão pejadas de habitações legais, de cultura horto frutícola e produção pecuária intensivas, com vários núcleos urbanos no seu seio, múltiplas estradas e até auto-estradas, e ainda por cima com a proposta de corredores “sem REN” para com eles se tentar enganar os Cidadãos. Em finais de Maio-Junho 2008, a CCDR-LVT apoia-se na CN-REN para agora dizer sim a uma tal REN única no mundo, num bizarro, hilariante e muito gozado xadrez com espaços de protecção ambiental máxima entrecortados de 100 em 100 metros com áreas de intensiva exploração agrícola e presença humana.

[35] … por parte da CMM

[36] … e não se deixe embarrilar com palavras mansas na violação da sua missão, como tudo leva a crer que a CN da REN, nomeadamente, se deixou por diversas vezes.

[37] Câmara Municipal da Moita (CMM)

[38] Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CN-REN) e Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT)

[40] CRP Artº 242-1

[41] O processo de recolha de apoios e assinaturas vai agora continuar, depois da aprovação inicial pelos Signatários acima.

Moita, terra sem lei: Saber não ocupa lugar. Basta fazer um 'clic' e ler com olhos de ver.

Na Foto, "Investidores manhosos" ao assalto do que mais vale na nossa terra, o "Solo Rural". Se possível em Reserva Agrícola, e quanto mais Reserva Ecológica melhor. "Depois a gente resolve", acrescentam. A Comissão Nacional dessa coisa funciona a pedido, e em vez de "salvadora" da REN é antes "matadora" da coisa. A gente aplica-lhes a fórmula de 16MAR2004, tá no ir. Repare-se no detalhe: Os "Investidores manhosos" pagam tributo reconhecido e não esquecem os seus apoios na Administração.

Breve Digesto sobre a Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM) e o surgimento do Projecto de novo PDM da Moita[1]

O cerne da questão:

Entramos em 2008 sem que ainda se tenham materializado os planos dos grandes especuladores que compraram centenas de hectares de REN e RAN a tostão..

Preço de venda p/ Armazém dá cá 450 mil. Vezes 5 Armazéns p/ Pavilhão faz 2,25 milhões. Ora só Pavilhões são 6, já faz 13,5 milhões. É sempre a aviar.

Armamar: O Dr. Manuel Gaspar Paiva (PCP/CDU) defende a Cedência dos terrenos do Parque Empresarial a preços simbólicos e atractivos, c/ o objectivo...

Segundo disse à Lusa fonte da Presidência da República, o PR visita a zona industrial de Vimioso c/ terrenos a 1 cêntimo o m2 e todas as regalias

A regra é o benefício de interesses particulares em detrimento do colectivo, com prejuízo do bem-estar e da qualidade de vida da população.

Mas o que é que se passa afinal com a Revisão do PDM da Moita?

Novo Partido Local - O PDM

Câmara da Moita: Dez anos a preparar uma burrada, pior, uma cilada, e 3 anos a digerir uma Discussão Pública como ninguém imaginava

«Quanto ao PDM ir dar de mamar a alguns construtores, diga-me se neste sistema em que vivemos, se achava que o PDM não dava que mamar a ninguém.

Afinal “mamar” é um procedimento normal e até aconselhável

Porque uma imagem vale mil palavras

CINCO ERROS DE PALMATÓRIA do Presidente da Câmara João Lobo na sua falta recorrente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. Vd Focus 14 Ag'07

Presidente da Câmara João Lobo falta recorrentemente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. O caso Focus 14 Ago '07 – 3

Presidente da Câmara João Lobo falta recorrentemente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. O caso Focus 14 Ago '07 – 2

Presidente da Câmara João Lobo falta recorrentemente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. O caso Focus 14 Ago '07 – 1

Os 7 Pecados Mortais do Processo de Revisão do PDM e do Projecto de novo PDM da Moita 1996 /2006…

Pontos negros mais importantes na rota do Processo de Revisão do PDM da Moita 1996/2006…

Importa-se de me explicar isso do PDM da Moita, se faz favor?

Manual Prático para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN) na Moita. Lição nº 1

Manual Prático para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN) na Moita. Lição nº 2

Manual Prático para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN). Lição nº 3 (Caso Prático)

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 1: Triângulo de sucesso na Moita

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 2: Na Moita, Presidente da Câmara & Cia falaram 2687 palavras, ...

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 3. O “modus operandi” e o espírito da coisa

Passa quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN, com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos

Drama na Margem Sul pode vir a ter um final feliz - 1

Drama na Margem Sul - 2

Drama na Margem Sul - 3

Triângulo de fogo na Moita: junte-se um “Investidor Manhoso”, um “Assessor Autárquico polivalente”, e um “Responsável da Administração local”

Uma família por enquanto muito feliz e contente, a maré cheia vai correndo de feição

O negócio base em Portugal continua o mesmo: comprar terreno barato em função de condicionamentos administrativos, remover tais condicionamentos e,...

O esquema consiste na compra de Solo Rural, porventura classificado como REN, e depois na sua passagem com lei ou fora dela para Solo Urbano

Câmara da Moita: Dez anos a preparar uma burrada, pior, uma cilada, e 3 anos a digerir uma Discussão Pública como ninguém imaginava

E, assim, o negócio da gestão urbanística gera margens só comparáveis em Portugal com as do tráfico de droga...

" Mais-valias: quem as gera e quem as captura? Agentes e comportamentos" foi o tema apresentado pelo Engenheiro José Carlos Guinote

Texto do Prof. Pedro Bingre do Amaral sobre..."enriquecimento ilícito"..."enriquecimento sem causa"

Convém acompanhar o que se passa no concelho da Moita e a luta dos moradores da Várzea da Moita contra a futura urbanização dos terrenos agrícolas

Desrespeito flagrante pelo princípio da imparcialidade na aplicação da Lei:

Arrogantes e fortes contra os fracos: a direcção política da Câmara da Moita (com o emblema do PCP ao peito) segue uma política de classe…

Agachados e submissos debaixo dos fortes: a Direcção política da Câmara da Moita (com o emblema do PCP ao peito) segue uma política de classe…

Na verdade, na Moita, existem 2 regimes políticos: Um regime de mão pesada contra os fracos e um outro regime de espinha curvada diante dos fortes.

Jornal da Moita escreve s/o atropelo à Lei 169/99 de 18/9: Reunião ilegal deve necessariamente ser considerada nula e destinada a gerar nenhum efeito.

Dois pesos, 2 medidas: fortes e arrogantes contra os fracos, agachados e submissos debaixo dos fortes

O papel indolente, preguiçoso (não leram os dossiers), desinteressado, pouco atento e colaborante mesmo da Administração Pública:

Porque será, porque será, porque será?

Um patamar do Poder (astuto, conhecedor) falta à verdade e informa ao engano outro patamar do Poder (coitado, enganado). Este, por seu turno, difunde

Pergunta à espera de resposta sobre o Processo de Revisão e sobre o Projecto de novo PDM da Moita

1097 dias são muitos dias, bem mais que 120

As Autoridades com efectivo poder não o usam contra os grandes e poderosos, diante de quem fazem curvadas vénias e muitas salamaleques.

A violação das leis e da ética política é o pão nosso de cada dia da governação local na nossa terra. A revisão do PDM da Moita é o seu "ex libris"

P.J. (sob liderança do Ministério Público) e Inspecção do Território/IGAL inspeccionam a CM Moita. Resultados? Nem pó. Mistério...Competência...uáuuu

Correm notícias na Moita: os Inspectores do IGAL são guiados pelo Senhor Presidente da Câmara, João Lobo. A inspecção tem corrido à maneira. Tudo OK

Correm notícias na Moita: os Inspectores do IGAL são guiados pelo Senhor Presidente da Câmara, João Lobo. A inspecção tem corrido à maneira. Tudo OK

Selecções de fim-de-semana: A anedota de uma época, de um regime

Pode um cego (no sentido não daquele que não vê, mas sim do outro que não quer ver) guiar outro cego (idem, idem) para outro lugar que não um buraco?

Conversa mole, muito mole, molíssima do Presidente da Câmara da Moita, sob a tónica "Câmara intervém e insiste com a CCDR-LVT (sic)"

Informámos toda a gente:

Munícipes da Moita apontam à CCDR-LVT os pontos mais negros na rota da Revisão do PDM e no Projecto de novo PDM da Moita

Os Munícipes expressaram ainda a sua oposição frontal à realidade da Ribeira da Moita, e às ilegalidades e abandonos a que as populações são votadas

Moradores da Várzea levam PDM a Belém

Delegação de Munícipes da Moita avistou-se na Assembleia da República com o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda

Deputados e Dirigentes do Partido Socialista manifestam a sua solidariedade política ponto por ponto às causas da resistência cívica da Várzea ...

Munícipes da Moita apontam a Deputados do PS - Partido Socialista os pontos mais negros na rota da Revisão do PDM e no Projecto de novo PDM da Moita

Delegação de Munícipes da Moita avista-se na Assembleia da República com o Grupo Parlamentar do PSD - Portal Social Democrata

O PCP foi avisado a alto nível sobre os graves atropelos à lei e a complicada escuridão largamente ...

Passos perdidos:Alguns Deputados à Assembleia da República eleitos por Setúbal continuam em silêncio sobre as graves suspeitas à volta do PDM da Moita

REN real de facto destruída, e criação de uma REN única no Mundo, a ‘REN à moda da Moita’

Carta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal da Moita (1)

E Carta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal da Moita (2)

Zona Sul do Concelho da Moita, terra e gente debaixo de ditadura:

Crime ambiental a montante da Estrada do Gado, na partilha entre o Concelho de Palmela (montante) e o Concelho da Moita (jusante) da Ribeira da Moita

Não somos pela impermeabilização de kms e kms quadrados do nosso solo! Não somos pela destruição da terra e do ambiente!

Dionísio Barata ensinou-nos muito. Dizia-nos: "É que não basta aos Cidadãos poder viver em democracia. É preciso que a possamos exercer, a cada dia.”

Se os tivesse, seguramente que os nossos líderes seriam as mulheres mais velhas, ou os homens mais velhos de entre nós, aqueles que sabem mais...

Disse o Cidadão Dionísio Barata ( Moita 18 Maio '07): "Se para gritar "o Rei vai nu" tiverem de dizer certas verdades inconvenientes, façam favor!"

Desrespeito pela lei, pela democracia

Sessão Pública da Câmara Municipal da Moita de 9 Julho '07: uma Reunião ilegal é nula e produz resultados de nenhum efeito.

A Moita ganharia o vergonhoso estatuto de laboratório clandestino dos mais desprezíveis cozinhados fora-da-lei, próprios de um novo País...

A direcção política da Câmara da Moita e o seu Presidente previram "com grande probabilidade" que os Munícipes só diriam questões gerais

Qual será a razão que leva a direcção política da CM Moita e o seu chefe João Lobo a recear "questões gerais já anteriormente enunciadas"? Porquê?

Director de O Rio: "no que diz respeito a comparações com certas atitudes do presidente do Gov. Reg. Madeira, não retiramos nada, antes pelo contrário

Os Protocolos entre a CMM e os Investidores a tostão, com promessa de milhão:

Protocolo C.M. Moita & Imomoita SA s/ as Fontainhas: outro Mapa do Tesouro do Euromilhões do PDM da Moita, com ‘password’ no Penteado

O Protocolo Câmara Municipal da Moita & MACLE SA sobre a Quinta da Migalha: o plano da pólvora sobre uma das jóias da coroa do novo PDM da Moita

O ‘modus faciendi’ da coisa:

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 1: Triângulo de sucesso na Moita

Brochura da Câmara MUnicipal da mOita de Julho 2005 com valores/hectaresde mudança de uso do Solo (proposta) de Rural para Urbano no novo PDM proposto

Ao Montepio Geral, ...para vos pedir a melhor e mais adequada intervenção sobre os factos seguintes:

Ao Banco Popular,...para vos pedir a melhor e mais adequada intervenção sobre os factos seguintes:

Má sorte para muitos...Melhor sorte para alguns

Pssiuuúu... dorme, dorme meu menino, disse-me com ternura a voz amiga que me soprou ao ouvido esta estória de inventar. Dorme, dorme, dorme meu menino

As Fontainhas e o Penteado:

Protocolo C.M. Moita & Imomoita SA s/ as Fontainhas: outro Mapa do Tesouro do Euromilhões do PDM da Moita, com ‘password’ no Penteado

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 3. O “modus operandi” e o espírito da coisa

As Fontainhas estão umbilicalmente ligadas ao Penteado, e são um paradigma do caldo de cultura (violações da lei e escuridão a rodos) do PDM da Moita

27 hectares na ponta ocidental do Município, junto ao IC21, entre a Quinta da Lomba, no Barreiro, e o Vale da Amoreira, já no Concelho da Moita.

Things of the arc of the old lady, as Uggly Tony should say

Está tudo ligado: Moita na rota da 3ª Ponte + TGV. Aliás, os n/ Protagonistas já andam lá para as bandas do novo Aeroporto. Compra aqui, compra acoli

A Quinta da Migalha:

Confusão entre interesses públicos e privados. Passagem "a pedido" de 139,6 hectares de Solo Rural em REN e RAN para Solo Urbano sem REN e sem RAN.

O presente estudo foi desenvolvido pela Bruno Soares Arquitectos, e abrange um território de 139,6 Ha no extremo Sudoeste do concelho da Moita e ...

É o perfeito 2 em 1: Bruno Soares Arquitectos são o Gabinete de Arquitectura para o PDM da Moita e para os Estudos Urbanísticos da Quinta da Migalha

Confusão entre interesses públicos e privados. Passagem "a pedido" de 139,6 hectares de Solo Rural em REN e RAN para Solo Urbano sem REN e sem RAN.

Segunda 9 Julho '07 nos Paços do Concelho da Moita: Proposta do Presidente da Câmara é baralho de cartas com 2 cartas maradas, traz 2 Ases de Copas

O Protocolo Câmara Municipal da Moita & MACLE SA sobre a Quinta da Migalha: o plano da pólvora sobre uma das jóias da coroa do novo PDM da Moita

O Esquema Director como figura mediadora: o Caso Quinta da Migalha

Exmº Senhor Presidente Arquitecto Promotor Advogado Controleiro Caseiro VIP Responsável de Fundos Capo etc e tal

O papel dos Eleitos na Moita com emblema do PCP ao peito:

É este o PCP de Francisco Miguel, de Pires Jorge, de Afonso Gregório, de Álvaro Cunhal?

Se o entenderem, façam um gesto e mostrem que compreendem finalmente o que se passa na Moita. E que o PCP e a CDU actuem em consequência.

Acreditou o Secretário-geral do PCP no fundamental da mensagem de João Lobo?

Homem adulto, dá pelo nome de Pedro Carvalho Pereira, não dá sinal de vida para os lados da Moita, onde costuma também residir.

Este Partido Comunista, aqui na Moita, mete medo a muita gente, não a todos, mas a muita gente já.

Artigo surgido no Blogue Alhos Vedros ao Poder: "O Partido Comunista na Moita está todo roto. A quem se pode queixar?...aos seus dirigentes, claro"

CINCO ERROS DE PALMATÓRIA do Presidente da Câmara João Lobo na sua falta recorrente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. Vd Focus 14 Ag'07

A nossa resistência não é pois nem contra o PCP nem contra a CDU, mas sim contra esta política reles realizada e defendida à pala do PCP e da CDU

O bê-á-bá da nossa luta contra o Partido Comunista na Moita e em qualquer lugar

“Kit militante PCP” (cartão de militante, boininha encarnada, emblema p'ra lapela, etc) vindo também no pacote um “certificado de superioridade moral"

Este Partido Comunista, aqui na Moita, mete medo a muita gente, não a todos, mas a muita gente já.

Probleminhas que o PCP carrega às costas na Moita: o 3º é o mais pesado e grave deles todos!

Artigo surgido no Blogue Alhos Vedros ao Poder: "O Partido Comunista na Moita está todo roto. A quem se pode queixar?...aos seus dirigentes, claro"

De que lado bate o coração do PCP na Moita? Do lado da Lei, dos mais fracos, daqueles que sozinhos não têm voz? Ou do lado das negociatas de milhões?

O PCP na Moita renega e atraiçoa o PCP que gerações de portugueses interiorizaram: Simpatizando muito, pouco ou nada c/ ele, a ideia s/o PCP era outra

Entrevista a um cidadão, de entre os activistas da Várzea-2ª Parte

Entrevista a um cidadão, de entre os activistas da Várzea-1ª Parte

A nossa resistência não é pois nem contra o PCP nem contra a CDU, mas sim contra esta política reles realizada e defendida à pala do PCP e da CDU

Alguém já ouviu ou já leu uma tomada de posição pública do PCP na Moita sobre estas inter-relações tão bizarras?

De que lado bate o coração do PCP na Moita? Do lado da Lei, dos mais fracos, daqueles que sozinhos não têm voz? Ou do lado das negociatas de milhões?

Ai se a notícia fosse a sério, aí sim, seria alerta mas um alerta muito sério. Assim, é só do tipo faz de conta.

É o chamado SPC. Síndrome do P.C. ... "P" de poder e "C" de corrói. ... Porque no fundo todos os que estão no poder, num dado momento...

O pomo directo da discórdia

Artigos do Jornalista José António Cerejo no Público:

Consultor da Câmara da Moita vive em moradia de luxo de uma empresa de construção civil
A revisão do Plano Director Municipal da Moita está a ser contestada pela oposição e por muitos cidadãos. Em causa está um alegado projecto de urbanização maciça do concelho. A história da casa de um braço-direito do presidente da câmara, em que este tem uma intervenção determinante, é exemplo do que também é o poder local um pouco por todo o país. Mesmo em câmaras de maioria comunista. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
Ler Artigo completo em
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Uma história complicada de "amizade pessoal"
"Se nesta sociedade já não podemos ter amigos empresários, então não acredito nesta sociedade", afirma Rui Encarnação
"Tenho uma estima pessoal muito grande e uma relação profissional de há muitos anos com Emídio Catum e só isso é que pode explicar esta situação." A declaração foi feita por Rui Encarnação e serve para justificar o facto de, segundo garante, a moradia em que reside ser sua - embora tenha sido construída em terrenos da Montiterras, uma empresa daquele seu amigo, em nome da qual se encontram todos os documentos que lhe dizem respeito. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Um licenciamento muito excepcional
Excesso de área foi ignorado pelo então vice-presidente. Piscina está ilegal. Técnico municipal fez projecto
O projecto de arquitectura apresentado pela Montiterras para a moradia do Penteado, em Fevereiro de 2000, foi aprovado em 29 dias, apesar das objecções dos serviços, e a licença de construção foi deferida 43 dias depois. Tudo isto com a assinatura do então vice-presidente e actual presidente da Câmara da Moita, João Lobo. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Protocolos com os grandes construtores debaixo de fogo
A revisão do PDM da Moita está a ser fortemente contestada, entre outras coisas, por causa dos protocolos celebrados pela câmara com um grupo de grandes promotores
Criticada como poucas vezes se tem visto em Portugal, pelos partidos da oposição e por um movimento de cidadãos, a revisão do PDM da Moita contempla a exclusão de vastas manchas da REN, que se admite somarem mais de 400 hectares, assim transformados em solos urbanizáveis. Paralelamente, a proposta aponta para a afectação à mesma reserva ecológica de quase o dobro daquela área de solos agrícolas, pertencente a pequenos proprietários. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Uma semana não chegou para a câmara responder
As matérias tratadas nestas páginas, em particular as condições em que a moradia da Montiterras foi aprovada pelo presidente da câmara e as alterações ao PDM previstas para o local em que ela se situa, foram objecto de um pedido de esclarecimento dirigido a João Lobo na noite do passado domingo para segunda-feira. Tratava-se de um conjunto de 24 perguntas escritas, entre as quais foram seleccionadas as 12 que o PÚBLICO julgou mais importantes, depois de o chefe de gabinete do autarca ter comunicado, na quarta-feira, que as respostas seriam dadas "dentro das disponibilidades dos serviços", mas não nos prazos solicitados. Apesar desse encurtamento, nenhuma daquelas perguntas obteve resposta até agora. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Do Público de hoje, de novo pela pena de José António Cerejo, o desmontar de um oportuníssimo "lapso" camarário: «CM da Moita invocou documento inexistente para alterar a REN. José António Cerejo. A referência a um alvará já existente justificaria esse pedido como um "lapso"A Câmara da Moita fundamentou o pedido de desanexação da Reserva Ecológica Nacional (REN) de uma zona contígua ao perímetro urbano da aldeia do Penteado com um documento inexistente. Segundo o chefe de gabinete do presidente da autarquia, a invocação de um alvará pré-existente para justificar esse pedido - cuja aprovação permitirá a urbanização de terrenos em que tem interesse o consultor jurídico da câmara - foi "um lapso".
…(continua)…
Ler Artigo completo em
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/2007/01/alvar-ou-no-alvar-eis-questo.html
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBaZ73qxMJ0Nk-f9DvYvlcV3x-5qvbJ_jQ20gVnuVEDPNv7EHXyqs_dCtZIUwOyqRTwx1mRWg30LgistWXPSHXhPOaW9mAITUtHb2iJsrNXtcuBD6V63ZxktoApX6AwOSwzQQZ928HBWM/s1600-h/Alvara.jpg

Cooperativa constituída ilegalmente quer urbanizar na REN da Moita
José António Cerejo
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2007&m=02&d=01&uid=&id=119335&sid=13229
Intenção de desanexar as Fontainhas da REN foi negociada pela câmara com os futuros compradores
Os sócios da Imomoita, a empresa que no início de 2000 adquiriu uma quinta de 27 hectares que a Câmara da Moita se preparava para desanexar da Reserva Ecológica Nacional (REN) com vista à sua futura urbanização, venderam a propriedade a uma cooperativa por eles criada ilegalmente, a Parcoop, obtendo assim elevados benefícios fiscais reservados às cooperativas. Ler Artigo completo em
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/2007/02/f1-mais-um-tiro-na-fragata.html

Deputado do Partido da Terra, eleito nas listas do PSD, questiona o Governo
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119336&sid=13229
O deputado Luís Carloto Marques, eleito pelo Partido da Terra nas listas do PSD pelo distrito de Setúbal, perguntou anteontem o Governo, na Assembleia da República, sobre se tenciona mandar a Inspecção-Geral da Administração do Território averiguar os factos noticiados no PÚBLICO de domingo a propósito da Câmara da Moita. Num requerimento dirigido à Presidência do Conselho de Ministros e à Secretaria de Estado da Administração Local, o deputado diz que os factos noticiados "se relacionam com a revisão do PDM da Moita e com avanços e recuos da administração em processos conducentes à interdição ou à disponibilização de solos para especulação imobiliária e para construção, em que, por vezes, ficam esbatidos os contornos do que possa ser uma diligente prossecução do interesse público por parte da autarquia, aflorando, assim, uma potencial utilização indevida dos poderes da administração para a satisfação de meros e ilegítimos interesses privados".
Ler Artigo completo em
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/2007/01/requerimento.html

Inscoop admite recurso ao Ministério Público
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119337&sid=13229

Confrontado com a violação da lei ocorrida nas escrituras de constituição e aumento de capital da Pluricoop, bem como na de compra e venda das Fontainhas, o notário Carlos Almeida, responsável pelo cartório onde elas foram outorgadas, confirmou os factos e explicou que não teve intervenção pessoal em nenhum daqueles actos, dado ter sido substituído por um antigo colaborador. A responsabilidade principal da aceitação das duas últimas atribuiu-a, porém, ao Inscoop, entidade governamental a quem cabe a fiscalização das coooperativas e que emitiu, três semanas depois da criação da Pluricoop, uma credencial a atestar a legalidade da sua constituição e o seu direito aos benefícios fiscais.
Ler Artigo completo em
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119337&sid=13229
e
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O papel da Comunicação Social em geral:

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Visite o Blogue O Plano em http://oplano.blogsome.com/parque-tematico/ e saiba mais sobre a obra maior e mais emblemática da CM Moita

Agora é decididamente uma luta pela liberdade, contra o autoritarismo e contra a baixa política, forma de reagir do poder local na Moita, ...

Destaques a não perder: Moita é notícia na Focus. E...Presidente da Câmara informa com erro e falta de verdade a Revista Focus

Porque razão terá João Lobo faltado à verdade à Focus? Com que intuito o terá feito, ainda por cima à pala da Bandeira oficial do nosso Município?

Revista Focus de 14 Ago '07: Negócios pouco ecológicos na Moita

Alguém já ouviu ou já leu uma tomada de posição pública do PCP na Moita sobre estas inter-relações tão bizarras?



[1]… e, para saber um pouco mais, veja-se algo do que tem sido publicado no último mês, de quase 20 que a presente Resistência já leva: Saber mais em:Arquivo do blog Forum Cidadania na Várzea da Moita em http://www.varzeamoita.blogspot.com/ e

Ver igualmente Blog Um por Todos, Todos por um em http://umportodostodosporum.blogspot.com/

domingo, 9 de março de 2008

Portuguese Skipper Genuíno Madruga (from Azores) sails north and west from Puert Montt in Chile direction Eastern Islands and the Pacific Ocean



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Desde Puerto Williams até Puerto Montt
3 Março de 2008

Mensagem recebida de Puert Montt, Chile, da parte de Genuíno Madruga

Caros amigos

Dia 2 de Março cheguei a Puerto Montt, após 24 dias de viagem, por vezes, longos e penosos dias de navegação. Efectivamente, navegar no Pacífico, descendo em Latitude, ou seja, navegar de Sul para Norte, desde Cabo e Ilha de Ornos, não foi tarefa fácil! O Hemingway, com as alterações em devido tempo introduzidas, provou bem que teve as mínimas condições para enfrentar "aquele mar", sempre ondulado e com ventos contrários (Norte ou Noroeste).
Quando em tempos afirmei que chegar e passar o Cabo da ilha de Hornos podia trazer algumas dificuldades, disse então que seguramente a parte mais complicada seria navegar estas cerca de 1000 milhas no Pacífico, com ventos contrários e mar com ondulação entre os 3 e 6 metros ... com um frio, por vezes, quase insuportável, chuva diariamente e uma humidade quase sempre próximo dos 90% - condições de mar e de tempo muito adversas!
Navegar na Patagónia Chilena foi para mim (para todos os que lá passam) um acontecimento marcante. Entrar na pequena, mas cheia de simbolismo, Capela Stella Maris (Ilha de Hornos), relembrar ali naufrágios e também alguns daqueles que por lá passaram, foi para mim um acontecimento transcendente, que me irá acompanhar por quantos dias ainda viva! Passar em alguns dos Canais da Patagónia, ver toda aquela Natureza bravia, aquelas montanhas de rocha completamente peladas, varridas pelo vento constante, pelas neves e chuva, passar por alguns glaciares (chamei-lhes "fábricas de frio"), ver como planam os grandes albatrozes, etc, etc, observar aquela natureza que seguramente assim permanece há milhões de anos, COMPENSA todo o esforço e energia despendida.
Meus amigos, agora que estou em porto seguro, irei reparar algumas pequenas avarias no Hemingway, e o mais breve possível partirei com destino as Ilhas Marquesas na Polinésia, numa distância de cerca de 4000 milhas, com passagem pela Ilha de Páscoa, na qual espero também poder ver aquelas grandes estátuas de pedra que alguém ou alguns, ou talvez muitos, julgaram por bem construir e por razões ainda desconhecidas colocaram naquela Ilha chamada de Páscoa.
Amigos, até a próxima e bons ventos em vossos projectos e vidas.
Com um grande abraço deste Açoriano dos Mares.
Genuíno Madruga

Saber mais:

· Genuíno Madruga vence Cabo Horn !

· Assembleia Legislativa Regional dos Açores aprovou um voto de congratulação a Genuíno Madruga ao tornar-se o 1º português a dobrar o Cabo Horn em solo

See also please:

· Breaking News: Genuíno Madruga has overcome Cape Horn !

· The Portuguese skipper Genuino Madruga sails in route to the Pacific Ocean under Cape Horn, alone around the world for the second time

· Round the World Solo Skipper Genuíno Madruga from Azores aboard 11 meters/37 feet sailboat “Hemingway” aproaches Cape Horn under severe sea conditions

· It was a clever and hard game. Genuíno and his “Hemingway” CU7AX were “dancing” with the sea and wind hard troubles the way down south to Cape Horn.


Acerca de mim

Neste espaço surgirão artigos e notícias de fundo, pautadas por um propósito: o respeito pela Lei, a luta contra a escuridão. O âmbito e as preocupações serão globais. A intervenção pretende ser local. Por isso, muito se dirá sobre outras partes, outros problemas e preocupações. Contudo, parte mais significativa dos temas terá muito a ver com a Moita, e a vida pública nesta terra. A razão é uma: a origem deste Blog prende-se com a resistência das gentes da Várzea da Moita contra os desmandos do Projecto de Revisão do PDM e contra as tropelias do Processo da sua Revisão, de 1996 até ao presente (2008...) Para nos contactar, escreva para varzeamoita@gmail.com