domingo, 26 de outubro de 2008

Suinicultura da Barra Cheia, 2860 Moita: Podem os dejectos das Suiniculturas industriais ser lançados com licença estatal no Tejo e seus afluentes?


Legenda das Fotos (da esquerda para a direita):
  1. Podem os nossos rios ser o lugar oficialmente licenciado pelo Estado para as descargas dos dejectos das Suiniculturas?
  2. Fev'2008: Águas de dejectos da Suinicultura da Barra Cheia galgam muros de 1 metro dealto 150 metros a jusante da Exploração.
  3. Lagoas (4) com 2.400 m2 de superfície e milhões de m3 de merda e mijo de porco prontas a rebentar a qualquer momento, faça chuva (Inverno '95, Fev '08) ou faça sol (17 Set '08).
  4. Um só trabalhador electricista que foi almoçar sem desligar uma simples bomba de água parece que esteve na origem do desastre ambiental de 17 Set '08. Grande electricista e grande bomba de água (quantas dezenas ou centenas de milhar de litros por hora esgotará tão potente bomba), para assim arcarem sozinhos com tamanha responsabilidade. Vícios estruturais, nada. Erro humano, isso sim. E a Administração Pública acreditou!!!!....

Carta ao Primeiro-ministro José Sócrates

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro José Sócrates

Governo da República

Lisboa

Ass.:

As Cidadãs e os Cidadãos da nossa terra não compreendem nem aceitam os estranhíssimos conceitos de certos sectores da Administração Pública sobre defesa do ambiente, respeito pela legalidade e salvaguarda dos direitos das pessoas à água limpa para beber e à saúde pública. Por isso, colocam 3 perguntas drectamente ao Senhor Primeiro-ministro

Ref.:

Suinicultura[1] da Azinhaga de São Lourenço[2], sítio da Cortageira, campos da Barra Cheia


Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,


Já no passado recente escrevemos ao Governo, na pessoa do Senhor Primeiro-ministro, sobre a Suinicultura[3] da Azinhaga de São Lourenço, sítio da Cortageira, campos da Barra Cheia, freguesia de Alhos Vedros, concelho da Moita dita do Ribatejo.


Obtivemos da sua parte e da parte do seu Gabinete, Senhor Primeiro-ministro, adequados encaminhamentos das nossas reclamações, pelo que sempre vos agradecemos.


Acontece que resposta com conteúdo material e no quadro do respeito pela lei, pelo ambiente, pelos direitos dos animais e pelos interesses legítimos e pelos direitos protegidos das Cidadãs e Cidadãos que são vizinhos da Exploração, incluindo os direitos em matéria de saúde pública, não a tivemos nem a temos ainda tampouco.


Essa resposta, passados muitos anos do início das nossas reclamações[4], e passados 264 dias da nossa Reclamação de 5 de Fevereiro '08, ainda não nos chegou à mão, ou se chegou qualquer coisinha parecido com uma resposta, é apenas uma espécie de resposta que não presta nem vale nada, não vale um tostão furado, com todo o respeito pelas pessoas e pelos responsáveis da Administração Pública que já directamente ou indirectamente nos responderam[5], por não corresponder às normais expectativas legítimas nem ao desejado sentido de respeito pela lei, que as pessoas, os cidadãos comuns da nossa terra esperam de um estado de direito democrático.


Acontece entretanto que o assunto encerra uma complexidade enorme.


Estão de facto em causa problemas tão sérios tais como:


I. A contaminação dos solos de superfície e o subsolo;

II. A contaminação das águas subterrâneas e dos lençóis freáticos de abastecimento de água de beber de toda uma população e de uma região potencialmente muito alargada;

III. A inundação de campos e casas de habitação legalmente constituídos e edificadas, ao longo de centenas de metros em redor;

IV. A perspectivada contaminação das águas da Ribeira de esgoto da Moita, conforme licenciamento oficial, que lá por já ser uma Ribeira de esgoto (fruto de outras ilegalidades), não pode suportar mais estes dejectos de milhares de porcos da exploração, dia e noite, anos afio, décadas e décadas;

V. A contaminação do Rio Tejo, onde desagua a Ribeira de esgoto da Moita, depois de banhar a Caldeira da Moita e as margens de Alhos Vedros (Ocidente) e as praias de veraneio do Gaio-Rosário (Oriente)

VI. A contínua e pestilenta deterioração da qualidade do ar que as pessoas respiram e da qualidade de vida, dia e noite, nas casas e campos em redor;

VII. A recorrente violação do direito ao descanso e das regras de protecção contra os ruídos nocturnos, nomeadamente nas contínuas sessões de madrugada de carrego dos porcos em camiões TIR a caminho da matança, com buzinões, gritos de homens furibundos e guinchos dos animais encurralados, numa barulheira alta matina onde ninguém se entende;

VIII. As seriíssimas interrogações sobre "stress" e sobre bem-estar animal e sobre os direitos dos animais em ambiente de superpopulação, inclusive de animais destinados um dia ao abate e ao consumo humano;

IX. A aparente violação gravíssima das regras de construção em Solo Rural, e em Reserva Ecológica, numa Exploração com pouco mais de 2 hectares e que dispõe sensivelmente de 3.800 m2 de área edificada, quando em REN pouco ou nada poderia ter construído, e em área periurbana (a mais favorável nas redondezas em termos de edificação) o máximo permitido seriam 400 m2 de construção;

X. A aparente violação gravíssima das regras de impermeabilização dos solos em Solo Rural, e em Reserva Ecológica, numa Exploração com pouco mais de 2 hectares e que, entre solo impermeabilizado, área construída e lagoas de dejectos provocou uma alteração radical das condições naturais de captação e permeabilização das águas pluviais, por vezes intensas ou porocasiões catastróficas, para mais situando-se a Exploração numa encosta, debitando-as torrencialmente, numa mistura explosiva[6] e ilegal[7] jorrada para os terrenos inferiores, em flagrante violação da lei;

XI. A aparente violação gravíssima das regras de construção de lagoas de dejectos, de manutenção e de tratamento das águas efluentes misturadas de merda e de mijo de porco numa Suinicultura industrial intensiva, para mais com uma população de animais superior ao licenciado, numa Exploração com pouco mais de 2 hectares e que dispõe sensivelmente de 2.400 m2 de superfície lagunar de dejectos, com infiltração contínua no subsolo, e com transbordo contínuo e por vezes catastrófico para os terrenos e as casas das Propriedades a jusante (zona oriente da Exploração);


E assim como os assuntos são de uma enorme complexidade, também são múltiplas as entidades com aparente voto na matéria, a saber nomeadamente:


  1. A Junta de Freguesia de Alhos Vedros e a Câmara Municipal da Moita[8], enquanto órgãos do Governo Local, e muito particularmente a Câmara da Moita, nomeadamente na sua competência de cumprir e fazer cumprir as regras estabelecidas para todos no Plano Director Municipal (PDM) vigente;
  2. A Inspecção-geral da Administração Local (IGAL) e mais em geral o Ministério da Administração Interna, no controlo e na verificação do cumprimento da lei por parte dos órgãos autárquicos, controlo e verificação exercidas nos casos e segundo as formas previstas na lei;
  3. O SEPNA da Guarda Nacional Republicana (GNR) enquanto autoridade policial com competência na vigilância e na coerção em matéria de defesa do ambiente e de dissuasão dos crimes ambientais;
  4. A Direcção Geral de Veterinária e o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), nomeadamente no controlo e na verificação das condições do exercício da actividade na óptica do interesse público e tendo em atenção as boas práticas, incluídas as referentes à protecção e aos direitos do animais;
  5. A Secretaria de Estado do Ambiente e mais genericamente o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR), nomeadamente no respeitante ao controlo e à verificação das boas práticas de defesa e protecção ambiental;
  6. A ASAE, enquanto inspecção e polícia criminal de controlo das actividades económicas, e mais em geral o Ministério da Economia, no controlo e na verificação das boas práticas de defesa da saúde pública e de equilibrada e justa concorrência entre agentes económicos cumpridores da lei, com todos os custos que tal naturalmente acarreta, e agentes económicos trafulhas e candongueiros, com todas as economias de escala e dinheiro em caixa a curto prazo daí provenientes;
  7. A Direcção-geral de Saúde e mais em geral o Ministério da Saúde, no controlo e na verificação das condições de saúde pública, e na defesa do bem maior das pessoas, a sua vida e a sua saúde;
  8. A Procuradoria-geral da República[9] enquanto defensora do interesse público e promotora da investigação judicial ao exemplar cumprimento ou ao mais despudorado desrespeito das leis.


Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,


Compreenderá o Senhor Primeiro-ministro que não nos compete a nós, Cidadãs e Cidadãos sem poder que não seja aquele que nos é constitucionalmente reservado[10], correr o calvário de todas esses Departamentos do Estado, e mais alguns, para obtermos ganho de causa a favor da lei e da protecção do ambiente e da nossa saúde e direitos legítimos.


Aliás, muitas vezes, quando o tentamos fazer, e salvo excepções honrosas, só nos deparamos com muros mudos e surdos de betão, e com respostas ou de desinteresse total e inexistentes, versão Administração Local, ou respostas do tipo do outro mundo[11], versão Administração Central.


Por isso, e ao abrigo do previsto no Artº 182º da CRP[12], dirigimo-nos a si e ao Governo, Senhor Primeiro-ministro, com as seguintes perguntas formais:


  • Primeira pergunta: Podem os dejectos das Suiniculturas industriais ser lançados com licença estatal directamente e à fartazana nos cursos de água, atravessando terrenos e casas de outras Cidadãs e de outros Cidadãos?

    • Podem as diversas actividades económicas, e mormente as suiniculturas, alimentar assim com merda e mijo de porco aos milhares de litros dia e noite, ano após ano, dezenas de anos a fio, o estuário do Rio Tejo e as margens das localidades banhadas pelo Tejo aqui junto à foz, bem como outros rios e outras partes do nosso Território?


Por outras palavras, o que deveremos fazer quando lemos a afirmação "A Suinicultura "… (é igualmente detentora de) licença de descarga de águas residuais para 1300 animais equivalente, tendo como ponto de descarga a linha de água afluente da margem esquerda do rio da Moita.", in Mensagem de 23 Ou '08 do Director-geral de Veterinária?


Será que devemos calar a nossa indignação e considerar como boa e definitiva essa explicação, ou será que deveremos gritar alto a nossa indignação e dizer claro que não aceitamos tal resposta?


E a propósito, quem assinou e quem emitiu tal licença de descarga de águas residuais para 1300 animais equivalente, tendo como ponto de descarga a linha de água afluente da margem esquerda do rio da Moita?


Com que teor? Na base de que pressupostos? Assente em qual lei? Quem leu o pregão ao povo com o grito de "água vai, e água vem"? Como é possível este tipo de situações em finais do século XX, inícios do século XXI em Portugal[13]?


E mais: quem engoliu tal engano, para mais se soubermos que aparentemente nenhum tratamento das águas efluentes da Exploração é assegurado de facto, nem o licenciado nem outro por licenciar, salvo a sua contínua infiltração no subsolo e contínua contaminação dos nossos lençóis freáticos, ao ponto de a nossa água de beber já ter há muito ultrapassado os máximos legais de 50, e já estar com o nível de nitratos a 95?


  • Segunda pergunta: Uma vez verificadas discrepâncias importantes entre a exacta medida e a exacta qualidade do licenciamento das explorações económicas de forte incidência ambiental, por contraste com a realidade nua e crua muitas vezes gozando na cara e tripudiando das pobres licenças de um dia lá muito longe perdido na memória do tempo, qual será a correcta intervenção do Estado?

    • Deverá o Estado fazer adaptar os infractores e as infracções à lei e ao licenciamento em vigor, aplicando a lei e punindo e corrigindo a mão aos infractores?

    • Ou deverá o Estado ao invés proceder à simpática adaptação da lei e à simpática emissão de novas e mais generosas licenças, capazes de cobrir os desrespeitos legais verificados, assim legitimando sempre em espiral novas infracções e velhos infractores?


Por outras palavras:


O que fazer quando lemos a afirmação "A referida exploração detém o título de exploração de suínos nº 1006/RO estando classificada como unidade de produção com autorização para explorar em regime intensivo 6 varrascos e 130 porcas reprodutoras."…"No decurso da visita foi observada uma discrepância no que se refere ao efectivo existente na exploração, superior ao efectivo titulado, pelo que foi de imediato notificado o suinicultor para proceder à reclassificação da exploração." in Mensagem de 23 Ou '08 do Director-geral de Veterinária?


Devemos calar a nossa indignação e considerar como boa e definitiva essa explicação, apesar de totalmente contrária àquilo a que todos os dias assistimos em termos de uso e abuso de poder que raia a ditadura por exemplo por parte da Administração Fiscal contra os Cidadãos sem poder de lobby e contra as pequenas Empresas e os pequenos Empresários, sem grande poder nem capacidade económica?


Ou será que deveremos gritar alto a nossa indignação e dizer claro que não aceitamos como boa nem como própria da democracia e do estado de direito tal resposta?


  • Terceira pergunta: Quem pesa mais no estado de direito em Portugal?

    • O vício e a ruptura sistemática da lei e das regras de actuação daqueles que ganham a vida com violações sistemáticas, em múltiplas rubricas, anos a fio, à margem dos PDM's e da lei?

    • Ou a protecção da saúde pública, a protecção dos interesses legítimos e dos direitos das populações salvaguardados na lei e a protecção ambiental?

    • Quem manda e quem tem mais peso em Portugal? A lei e a ordem, ou o seu contrário?


Por outras palavras:


O que fazer quando lemos a afirmação "A referida Exploração detinha à data da presente acção uma Licença caducada (nº 55/DUDH/98 de 11 Fev '2000, tendo o respectivo titular sido já notificado em 21 Maio '2000 e em Dez '2002 para apresentar o pedido renovação, que não veio a cumprir. Procedeu então a CCDR-LVT à data de Fev-Março '2008 à notificação verbal e postal do Responsável da Exploração para que procedesse à respectiva renovação, o que veio a acontecer no pretérito dia 6 Março '08. Mais se informa que se encontra em curso o respectivo processo de licenciamento e no âmbito do qual foi solicitada à Câmara Municipal da Moita informação…", in Resposta do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR) ao Requerimento Parlamentar do Senhor Deputado Luís Carloto Marques (Dirigente do MPT Partido da Terra e Membro o GP do PSD)?


Devemos calar a nossa indignação e considerar como boa e definitiva essa explicação, assumido como normal que o Estado se agache diante das infracções e dos infractores, estendendo-lhes sempre um tapete encarnado para a simpatica e diligente adaptação da lei e das licenças oficiais às suas infracções?


Ou será que deveremos gritar alto a nossa indignação e dizer claro que não aceitamos tal resposta, como indigna do estado de direito democrático em que pensamos que vivemos?


Por favor, Senhor Primeiro-ministro, não nos deixe sem uma boa de uma resposta, e não deixe que nos seja apenas remetida uma resposta formal do tipo "acuso de recepção", onde não more a substância, e onde tampouco não venha qualquer conteúdo material adequado.


Agradecer-lhe-emos muito.


Na expectativa das suas importantes notícias e da sua mais adequada intervenção,

Despedimo-nos com os nossos cumprimentos respeitosos.


Cordialmente

26 Outubro '08


A pedido e em coordenação com os demais Vizinhos que subscreveram o Abaixo-assinado de 5 Fevereiro '08


antónio manuel da silva ângelo


Cidadão portador do BI 2 191 065

Endereço postal: Estrada Nossa Senhora da Atalainha C.C.I. nº 1.711

2860 MOITA

a.silva.angelo@gmail.com

telefone 96 5 8096 75

Anexo I

Excertos[14] de uma Mensagem do Senhor Director Geral de Veterinária[15], Carlos Agrela Pinheiro, dirigida à data de 23 Out '08 aos Signatários de uma Reclamação[16] contra os danos ambientais[17] decorrentes da Suinicultura[18] da Azinhaga de São Lourenço, sítio da Cortageira, campos da Barra Cheia, freguesia de Alhos Vedros, concelho da Moita dita do Ribatejo.


  1. "A exploração referenciada localizada em Cortajeira-Barra Cheia, freguesia de Alhos Vedros, Concelho da Moita, tem a marca de exploração PTT D30E, sendo propriedade de Hélder Rovisco Correia detentor do carão de criador nº 901, tendo exercício de actividade suinícola desde 19/06/1991."
  2. "A referida exploração detém o título de exploração de suínos nº 1006/RO estando classificada como unidade de produção com autorização para explorar em regime intensivo 6 varrascos e 130 porcas reprodutoras."
  3. "No decurso da visita foi observada uma discrepância no que se refere ao efectivo existente na exploração, superior ao efectivo titulado, pelo que foi de imediato notificado o suinicultor para proceder à reclassificação da exploração."
  4. "É igualmente detentora de alvará de licença de utilização emitido pela Câmara Municipal da Moita em 2/9/1992."
  5. "Bem como (é igualmente detentora de) licença de descarga de águas residuais para 1300 animais equivalente, tendo como ponto de descarga a linha de água afluente da margem esquerda do rio da Moita."
  6. "Os factos ocorridos a 17/9/2008 foram justificados como erro humano praticado por um electricista que nesse dia se deslocou à exploração para proceder à reparação de uma das bombas de extracção da ETAR, que por incúria ficou a funcionar durante o período da hora de almoço tendo sido a responsável pela ruptura de um dos tabiques da lagoa de recepção."
  7. "Desta forma, o efluente transbordou para os terrenos vizinhos com os consequentes problemas ambientais, tendo nesse mesmo dia sido efectuada a reparação do referido tabique."
  8. "Foi realizada em 30/9/2008 uma vistoria pelos serviços desta Direcção Geral sediados na Região de Lisboa e Vale do Tejo, não tendo sido evidenciadas situações de alagamento dos terrenos adjacentes e caminhos envolventes da exploração."
  9. "No que se refere às consequências ambientais deste episódio, seguramente o SEPNA terá dado o devido encaminhamento ao processo."


Anexo II

Ver (seguindo os 'links') o Texto integral da

Resposta do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR)

ao Requerimento Parlamentar do Senhor Deputado Luís Carloto Marques (Dirigente do MPT Partido da Terra e Membro o GP do PSD) aqui Resposta do MAOTDR Refª MAOTDR/3961/08/5218 Proc. 48.30 de 12.Ago.2008


[1] Ver Propriedade aqui, a poente da Azinhaga de São Lourenço conforme mapa de Localização ali.

[2] Ver Síntese da situação:

·ar infestado e pestilento dia e noite,

·corrimento de dejectos 24 sobre 24 horas, 365 sobre 365 dias ao ano,

·apanha de porcos várias madrugadas por semana com guinchos lancinantes dos pobres animais e urros em altos berros dos apanhadores a partir das tantas da madrugada,

·chegada dos camiões das rações de madrugada a bater ao portão da exploração com buzinões de fazer acordar os mortos,

·inundações recorrentes dos campos e casas a jusante, com merda e mijo a galgar muretes de vedações de 1 metro de altura à distância de 150 metros, e a chegar essa merda e esse mijo de porco misturado com águas pluviais normalmente até aos 300 metros de distância para leste (jusante),

·catástrofes em tempo seco e catástrofes em tempo de chuvas,

·lagoas a céu aberto e sem protecção alguma anti-infiltração, com contaminação dos lençóis freáticos e do solo e do subsolo dia e noite, com os furos hertzianos dos Moradores em redor a 100 e 120 metros de profundidade a captarem água com nitratos a nível 90,

·uma capitação de animais por m2 de arrepiar seguramente,

·um bem-estar animal com grandes interrogações,

·centenas ou milhares de m2 de solo impermeabilizado e de área edificada muito acima do permitido no PDM e na Lei,

·lagoas nitreiras a 3 metros da via pública,

·e sem nenhum tratamento de efluentes, etc, etc e tal,

[3] Ver Propriedade aqui, a poente da Azinhaga de São Lourenço conforme mapa de Localização ali.

[4] No Inverno de 1995, muito sofremos com esta situação. Na altura, nos meses seguintes, fomos recebidos por diversas entidades, e nomeadamente pelo então Assessor para o Ambiente do Primeiro-ministro António Guterres, o Senhor Professor Doutor Humberto Delgado Rosa, hoje Secretário de Estado do Ambiente. Pela gravidade e justeza das nossas reclamações, despediu-se de nós na altura o Professor Humberto Rosa com a frase "Não mais vos esquecerei!".

[5] … a quem sinceramente pelo facto já agradecemos. O Senhor Director Geral de Veterinária respondeu-nos. O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR) respondeu já também ao Requerimento Parlamentar do Senhor Deputado Luís Carloto Marques (Dirigente do MPT Partido da Terra e Membro o GP do PSD). Isso é tanto mais relevante, e deve ser motivo de reconhecimento, quanto aqui entre nós, o Governo Local (Junta de Freguesia de Alhos Vedros e Câmara Municipal da Moita) nada nos diz, nada nos responde. Nem água vai, nem água vem, como se as Cidadãs e os Cidadãos não fossem os eleitores dos governantes, por períodos bem determinados, mas antes sim e apenas uns calhaus com quem os eleitos não devessem perder um minuto do seu precioso tempo, lá no alto das suas (ir)responsabilidades.

[6] Mistura explosiva de águas da chuva, de merda e mijo de porco.

[7] Mistura inaceitável e claramente ilegal. Ver Código Civil Artº 1351º. "(Escoamento natural das águas) 1. Os prédios inferiores estão sujeitos a receber as águas que, naturalmente e sem obra do homem, decorrem dos prédios superiores, assim como a terra e entulhos que elas arrastam na sua corrente. 2. Nem o dono do prédio inferior pode fazer obras que estorvem o escoamento, nem o dono do prédio superior obras capazes de o agravar, …"

[8] Com respeito, como é dever de todos e do Governo, pelo espírito e pela letra do Artº 242º nº1 da Constituição da República Portuguesa CRP

[9] Com respeito, como é dever de todos e do Governo, pelo espírito e pela letra do Artº 219º nº2 da CRP

[10] Ao abrigo do Artºs 9º al. c), 48º nº1 e 2, 65º nº5, 66º nº 2, 109º e 267º nº1, todos da Constituição da República Portuguesa CRP

[11] Ver Jornal O Rio e Suinicultura da Barra Cheia: A resposta governamental, ao admitir o licenciamento da referida suinicultura, parece mesmo uma resposta do outro mundo!

[12] "O Governo é o órgão de condução da política geral do país e o órgão superior da administração pública.", in Artº 182º da CRP

[13] Ver Sobre a Suinicultura da Barra Cheia e sobre as Respostas da Administração: Onde é que estamos? Em Portugal ou na República das Bananas e do surreal?

[14] Com arrumação e agrupamento de parágrafos da nossa responsabilidade. O texto exacto e a forma como a Mensagem do Senhor Director Geral de Veterinária nos foi enviada podem ser consultados em Senhor Director Geral de Veterinária escreve aos Cidadãos sobre a Suinicultura da Barra Cheia...Mas, o assunto fica muito longe de estar encerrado...

[15] Ver texto da Mensagem aqui Senhor Director Geral de Veterinária escreve aos Cidadãos sobre a Suinicultura da Barra Cheia...Mas, o assunto fica muito longe de estar encerrado...

[16] Ver texto da Reclamação sob a Forma de Abaixo-assinado em O caso da Suinicultura (Barra Cheia, Moita): paradigma de um estado venerando e impotente debaixo dos fortes, exigente e arrogante contra os fracos-2, bem com fac símile das Assinaturas recolhidas e de um Teste à qualidade (falta gravíssimia de) das águas de consumo humano dos furos hertzianos da zona.

[17] Saber mais sobre danos em O caso da Suinicultura (Barra Cheia, Moita): paradigma de um estado venerando e impotente debaixo dos fortes, exigente e arrogante contra os fracos-4

[18] Ver Propriedade aqui, a poente da Azinhaga de São Lourenço conforme mapa de Localização ali.

sábado, 25 de outubro de 2008

Ribeira de esgoto da Moita: " Estamos perante mais um atentado ambiental de proporções muito graves a que todas as entidades responsáveis assistem .."

Sábado, Outubro 25, 2008

LEITO DE BETÃO E POLUIÇÃO NA RIBEIRA DA MOITA


Solidariedade chega de todos os lados. Hoje, vem de novo e sempre de Blogue A-Sul, Blogue Ambientalista da Margem Sul

Na Moita foi artificializado o leito da Ribeira da Moita , uma situação que se revela perigosa na medida em que a impermeabilização do leito , não só impede a infiltração, como vai provocar que a água chegue com maia velocidade e caudal ás zonas mais baixas. Para além disso os moradores denunciam que esta ribeira está transformada num vazadouro de águas residuais provenientes do Parque Industrial de Palmela , denunciam os residentes :

" Com efeito, a Ribeira da Moita atravessa toda a parte Sul do Concelho correndo para Norte, a caminho do Tejo.

Tem origem na zona de fortíssima concentração humana e de serviços e indústria do Parque Industrial junto à AutoEuropa, onde trabalham cada dia largos milhares de pessoas numa actividade humana e industrial intensa, com descargas industriais e humanas diárias de milhões de litros de efluentes de todo o género.
A Ribeira da Moita é engrossada igualmente com mais milhões e milhões de litros de outros efluentes de várias novas aglomerações urbanas do Concelho de Palmela, que a sul da Moita pululam sem parar.

Indústrias importantes em produção e em pessoal, e novas cidades e urbanizações para as quais nenhuma solução foi prevista em termos de efluentes industriais e humanos, que não seja o deixar fazer, o deixar correr as suas águas de todo o tipo, insuficientemente tratadas e a céu aberto, pelas nossas terras e à beira das nossas casas a caminho do Tejo.

(...) A Ribeira da Moita é a única com um caudal contínuo, dia e noite, 24 sobre 24 horas, a correr para o Tejo ao longo do Concelho da Moita. "
As outras ribeiras estão secas todas durante a maior parte do ano, enquanto a nossa corre todos os dias sem parar com importante e incessante caudal.

"
Estamos perante mais um atentado ambiental de proporções muito graves a que todas as entidades responsáveis assistem parcimoniosamente sem que lhes ponham côbro, uma situação que inconforma e revolta moradores daquela zona do concelho da Moita.

A situação de betonização foi já alvo de um requerimento por parte do deputado do MPT , Luís Carloto Marques
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posted by Ponto Verde at Sábado, Outubro 25, 2008 0 comments

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Um exemplo de boas práticas: Regulamento Municipal para Suiniculturas (caso Montemor-o-Novo)


Ver a título de exemplo de boas práticas um Regulamento Municipal para Suiniculturas (caso Montemor-o-Novo)

O Presidente da Câmara João Lobo teve a 22 Out '08 uma importante vitória pírrica. Caminha de vitória em vitória, para a derrota final. E total.


Ass.: Deputado Fernando Negrão e Dirigentes do PSD/Moita reúnem com Movimento Cívico Várzea da Moita, sexta-feira 24 Out ’08, pelas 19HH em Alhos Vedros


É com gosto que damos a conhecer a realização de uma reunião de informação sexta-feira 24 Out ’08, pelas 19HH em Alhos Vedros, numa sala do Restaurante “Os Arcos”[1], entre o Movimento Cívico Várzea da Moita e uma Delegação do Grupo Parlamentar do Partido Social-democrata (PSD) e do PSD, que integrará nomeadamente o Senhor Deputado Fernando Negrão, o Senhor Vereador à Câmara da Moita Luís Nascimento e a Dirigente da JSD concelhia Tânia Morais.


É de esperar que, na ocasião, as Cidadãs e os Cidadãos do Movimento Cívico Várzea da Moita manifestem ao Deputado Fernando Negrão e àqueles Dirigentes do PSD o seu reconhecimento pela solidariedade que aqui na Moita recorrentemente deles também recebem, bem como das restantes forças da oposição ao Governo Local.


Prevê-se que aqueles Munícipes reafirmem ao Deputado Fernando Negrão e àqueles Dirigentes do PSD/Moita a compreensão de um número crescente de Munícipes da Moita quanto à imperativa necessidade e à enorme importância dos entendimentos democráticos aqui na Moita para uma alternativa de unidade apostada na salvação do Concelho, capaz de tirar a Câmara da bancarrota financeira e do errático atoleiro em que se debate, e de passar a fazer nela mandar o respeito pela lei e um novo rumo ao serviço da população e do Concelho.


Na ocasião, as Cidadãs e os Cidadãos do Movimento Cívico Várzea da Moita sublinharão que a urgência da unidade de esforços por um rumo novo para a Moita é já para o próximo futuro, uma vez que nenhuma força política sozinha estará em condições de conseguir em 2009 o que só todas as forças e todos os Cidadãos juntos poderão alcançar, desde que unidos e comprometidos com traços claros, firmados para uma mudança democrática na Moita.


É de prever que aquelas Cidadãs e Cidadãos aproveitem ainda a ocasião para referir como o Movimento Cívico Várzea da Moita vê o percurso e a actuação do Governo Local na Moita, em matéria de respeito pela Lei e de actuação ao serviço dos Munícipes e do Concelho, ou mais propriamente em termos do seu exacto contrário.


Sobre a Revisão do PDM e sobre o Projecto de novo PDM, mais uma vez aprovado em nova versão final em Sessão de Câmara Municipal da Moita a 22 de Outubro corrente, aquelas Cidadãs e aqueles Cidadãos terão seguramente oportunidade de explicar aos Dirigentes do PSD por que razão avaliam o êxito de há 2 dias do Senhor Presidente da Câmara, João Lobo, como mais uma dos seus grandes sucessos pírricos[2], numa linha de vitórias seguidas de novas vitórias[3] por parte do Presidente da Câmara João Lobo, e da maioria situacionista local, a caminho do seu afundamento e da sua descredibilização política total.


Na ocasião, é de supor que para toda a sua acção cívica, e também para outras suas preocupações, como aquelas que se prendem com a Revisão do PDM, o mau governo local, a defesa e a protecção do ambiente, vide os casos da Ribeira de esgoto da Moita e da Suinicultura licenciada da Cortageira, as Cidadãs e os Cidadãos do Movimento Cívico Várzea da Moita reiterem o seu pedido de continuada solidariedade da parte do Senhor Deputado Fernando Negrão e daqueles e de outros Dirigentes do PSD.


Para mais esclarecimentos, podem os Senhores Jornalistas utilizar os contactos abaixo.


Cordialmente

24 Outubro '08

Movimento Cívico Várzea da Moita


[1] Reunião à margem de uma iniciativa do PSD/ Moita.

[2] "Mais uma vitória como esta, e estou perdido.", exclamou Pirro, rei do Épiro e da Macedónia, após a vitória na Batalha de Ásculo, no momento em que recebia os parabéns gerais.

[3] O Presidente da Câmara da Moita João Lobo teve uma vitória clara ao conseguir fazer aprovar, em vésperas de 4 Julho ’05, um Projecto de novo PDM tal como havia prometido às grandes Empresas e Empresários nos célebres Protocolos firmados entre 10 Out ‘2000 e 9 Dez ’03. Veja-se a título de exemplo a Clª 3 do Protocolo entre o Presidente da CMM e a Imomoita SA, assinado a 10 de Outubro de 2000. Iguais cláusulas para o Protocolo Macle SA, e outros, etc e tal. João Lobo voltou a ter uma vitória política importante quando a 25 Out ’06 conseguiu ver aprovada em Sessão de Câmara a 1ª Versão Final do Projecto de PDM. De igual modo somou João Lobo uma nova vitória em 9 Julho ’07, data em que conseguiu ver aprovada em Sessão de Câmara a 2ª Versão Final do Projecto de PDM. Já em 2008, a 11 de Junho pp, obteve João Lobo novo e importante sucesso político ao ver então aprovada em Sessão de Câmara a 3ª Versão Final do Projecto de PDM. Logo no mês seguinte, nova vitória de João Lobo, na Assembleia Municipal de 25 Julho pp, ao ver aprovada uma versão quase final do Projecto, a 4ª Versão final do Projecto de PDM. E agora, a 22 Out ’08, João Lobo obteve novo êxito clamoroso, ao ver aprovada em Sessão de Câmara a 5ª Versão Final do Projecto de PDM. Assim de vitória em vitória, a sua derrota final como Presidente do pior Governo Local na Moita de que há memória, desde há 34 anos a esta parte, está cada vez mais próxima.

A maioria absoluta da CDU, aprovou o documento final, tendo toda a oposição votado contra. Esta sessão não foi de festa, mas sim o velório do PDM


O VELÓRIO DO PDM DA MOITA
Por Joaquim Raminhos,Vereador Bloco de Esquerda – C. M. Moita

In Jornal ROSTOS

Antes de ser aprovado este projecto de PDM já está desactualizado, face à nova realidade vivida na nossa região, que será influenciada pela passagem do TGV, da ponte Barreiro-Chelas e o aeroporto no Rio Frio.

O Bloco de Esquerda votou contra este processo de revisão do PDM, porque defendemos um Projecto de Desenvolvimento Sustentável para o nosso Concelho. Defendemos um PDM que reflicta as características geográficas e ambientais da região onde estamos inseridos, tendo presente os factores económicos, sociais e culturais do Concelho da Moita.

No passado dia 22 de Outubro/2008, na Sessão de Câmara Pública, o processo de revisão do PDM (Plano Director Municipal da Moita), constou da ordem de trabalhos. Desta vez o Executivo CDU, veio apresentar o resultado da 2º Discussão Pública, onde se registaram 17 reclamações, mas apenas 3 foram consideradas aceites no âmbito desta discussão, uma vez que se cingia apenas às três alterações que foram aprovadas pela Assembleia Municipal da Moita.
Na hora da votação, a maioria absoluta da CDU, aprovou o documento final, tendo toda a oposição votado contra.
Esta sessão não foi de festa, mas sim o velório da revisão do PDM da Moita.
Após um longo calvário recheado de atropelos democráticos, de factos pouco explícitos e de falta de respeito a muitos dos nossos munícipes, este projecto de PDM, está "doente"desde a nascença, sofrendo de urbanismo e especulação imobiliária, tendo os acordos e protocolos como pano de fundo. Onde era RAN passa a REN, onde era REN passa a solo urbano, e assim vamos de revisão em revisão, servindo muitos interesses menos os da população do Concelho da Moita.
Esta sessão não foi de festa, e por mais que o Presidente da Câmara queira fazer crer, para trás ficaram as dezenas de reclamações de munícipes apresentadas em 2005, que não chegaram a obter uma resposta; para traz ficou a falta de explicação convincente, da sobreposição de REN sobre os solos da Várzea da Moita, que já eram RAN; para trás ficaram os Protocolos e compromissos assumidos com os "negociantes" dos solos; para trás ficaram as inspecções do IGAT e da Polícia Judiciária, de que ainda não se revelaram os resultados publicamente.
Antes de ser aprovado este projecto de PDM já está desactualizado, face à nova realidade vivida na nossa região, que será influenciada pela passagem do TGV, da ponte Barreiro-Chelas e o aeroporto no Rio Frio.
O Bloco de Esquerda votou contra este processo de revisão do PDM, porque defendemos um Projecto de Desenvolvimento Sustentável para o nosso Concelho. Defendemos um PDM que reflicta as características geográficas e ambientais da região onde estamos inseridos, tendo presente os factores económicos, sociais e culturais do Concelho da Moita.
O BE defende que se proceda a uma nova revisão do PDM, assente na requalificação dos núcleos urbanos mais envelhecidos, assente numa requalificação da nossa zona ribeirinha, que se estende numa extensão de 20 Km, assente no apetrechamento de infra-estruturas que proporcionem uma maior qualidade de vida às populações que aqui habitam.
É este o nosso compromisso com os Munícipes do Concelho da Moita.

Joaquim Raminhos
Vereador BE – C. M. Moita


A este propósito, pode ler-se a seguinte Nota à Comunicação Social da parte do Movimento Cívico Várzea da Moita


Exmªas Senhoras e Senhores

Boa Tarde.

É com gosto que vos referimos que há razões para manter viva e muito viva mesmo a expectativa que, na Moita, a violação recorrente da lei e a ofensa continuada e sem vergonha contra as pessoas, e mormente contra as pessoas do campo mas não só, contra os seus interesses legítimos e contra os seus direitos protegidos por lei, não irão triunfar.

A má política, o sistemático desrespeito pela lei, e o pior governo local de que há memória na Moita, não passarão!

Referimo-nos à extraordinária cabala de truques e compromissos pelo lado detrás da cortina, orquestrados nos últimos 12 anos pela direcção política da Câmara Municipal da Moita[1], em conjugação com importantíssimos interesses de especulação financeira e urbanística local e regional, gulosa por demais desta nossa terra, à mesa do banquete que aqui na Moita dá desde 1996 pelo nome de Revisão do Plano Director Municipal (PDM).

Para se conhecer mais, e para quem quiser saber melhor[2] como se processa por aí fora o corta e recorta, o parte e reparte, o rapa-tira-põe-e-deixa em torno das valorizações excêntricas, da noite para o dia, de solos antes rurais e em reserva ecológica (REN), e de repente arvorados em novas áreas urbanas com muitas casinhas e muitos armazéns, pode ver-se por favor a síntese aqui:

E algo mais, com maior detalhe, ali:

Sobre trabalhos jornalísticos de referência, por favor veja-se:

E em geral pode ver-se os Arquivos no Blog Um Por Todos, Todos por Um.

Entretanto, sobre os últimos desenvolvimentos, nos dias mais recentes deste Out '08, pode ver-se:

E ainda:

Sobre o porquê de tudo isto poder estar a acontecer-nos, a nós, aqui e agora, veja-se:

E uma visão mais científica em:

Qualquer assunto, por favor, contactem-nos.

Com muito gosto procuraremos corresponder com as vossas questões eventuais.

Cordialmente

22 Out '08

Movimento Cívico Várzea da Moita


Acerca de mim

Neste espaço surgirão artigos e notícias de fundo, pautadas por um propósito: o respeito pela Lei, a luta contra a escuridão. O âmbito e as preocupações serão globais. A intervenção pretende ser local. Por isso, muito se dirá sobre outras partes, outros problemas e preocupações. Contudo, parte mais significativa dos temas terá muito a ver com a Moita, e a vida pública nesta terra. A razão é uma: a origem deste Blog prende-se com a resistência das gentes da Várzea da Moita contra os desmandos do Projecto de Revisão do PDM e contra as tropelias do Processo da sua Revisão, de 1996 até ao presente (2008...) Para nos contactar, escreva para varzeamoita@gmail.com