sábado, 23 de agosto de 2008

Como se compram votos nas Eleições 1 - o caso Moita. Desmascaramento das palavras do Presidente da Câmara ditas a 17 Março 2005


Jornal SemMais, citado por
Alhos Vedros ao Poder, Blogue de resistência contra o poder moiteiro
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Para saber a mentira, visite:

Como se compram votos nas Eleições 1 - o caso Moita. Palavras do Presidente da Câmara 17 Março 2005

Como se compram votos nas Eleições 1 - o caso Moita. Palavras do Presidente da Câmara 17 Março 2005


in Jornal da Moita, de 17 Março '05 (as Eleições foram nesse ano, a 9 de Outubro)
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Como se compram votos nas Eleições 1 - o caso Moita. Desmascaramento das palavras do Presidente da Câmara ditas a 17 Março 2005

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Acontece que na Moita, o PCP é de facto absolutamente previsível, mas ao contrário. O PCP aqui entre nós está todo do avesso.


Na Moita,anda tudo do avesso. É tudo ao contrário. Aqui, os grandes aliados do Partido Comunista, que dispõe da maioria na Câmara Municipal, são os grandes especuladores financeiros e urbanísticos. Socorro, quem nos acode!

Saber mais em

É sabido que é um grande Partido. Mas na Moita, está todo roto. E nas mãos de gente politicamente cega, uns. E muito vivos, demasiado espertos, outros

...

3. O Povo clama: Não há direito! As coisas já não são como dantes, o mundo está todo do avesso.

As pessoas na Moita andam por tudo isto muito revoltadas.

Para além de considerarem estranhíssimo e de uma enorme injustiça os Eleitos do PCP à testa da CM da Moita se terem vendido a troco de nada, ainda dizem as gentes que assim, aqui na Moita, ninguém se entende.

É com efeito verdade que as gentes, quanto mais simples e do povo, gostam imenso de chamar os bois pelos nomes, gostam de uma certa estabilidade. Cada coisa em “su sítio”, tenho um parente que costuma dizê-lo desse modo.

Se não vejamos alguns exemplos:

As pessoas criaram uma ideia de “freiras”. São mulheres recatadas, que vivem muitas vezes em clausura para só orar a Deus, e outras há que descem à terra e entram no mundo real para servir os mais necessitados.

Associam certos conceitos a “polícia”. São pessoas que servem o Estado e integram forças da ordem pública, e ajudam a proteger os bens públicos e privados da mão e da tentação alheias, bem como a garantir a segurança dos cidadãos.

Sobre “criancinhas de colo” também é costume estar quase tudo dito e escrito: estão na fase de aprender a andar, a dizer as primeiras palavras, a pegar no copo e na colher sozinhos, e assim por diante.

Logo, referir um conjunto de freiras, uma esquadra de Polícia ou grupo de bebés é coisa simples e clara, dúvidas grandes não há.

Imagine-se agora um grupo de escravas do Senhor com generosos decotes e de mini-saias escaldantes, apesar de trazerem um grande crucifixo nas mamas, a subir e a descer a Avenida às 4 da matina. Ou um carro patrulha cheio de Polícias encapuçados, a fugirem de um Banco que acabassem de assaltar. Ou então uma palestra sobre nano-tecnologia onde os conferencistas fossem investigadores e cientistas de fraldas e com cerca de 18 meses de idade.

Ninguém se entendia.

Vêm estes exemplos a propósito do caso acima relatado e nunca antes visto de os Eleitos do PCP na Moita à testa da CMM, todos de emblema do PCP ao peito, terem servido como criados de ‘libré’ à mesa da grande especulação fundiária, para quem urdiram um plano (o PDM) de enriquecimento absolutamente excêntrico, sem terem trincado nem uma côdea, coitados.

Mas vêm tais exemplos de “mundo novo todo às avessas” ainda mais à colação porque, na Moita, ninguém mais consegue reconhecer o PCP.

Há mesmo quem defenda que o O Partido Comunista na Moita está todo roto.

Veja-se o caso de haver pessoas aqui de entre nós que são amigas de há décadas do Partido Comunista.

Outras, nem por isso, mas enfim, assim assim. Não gostam, nem desgostam. Mas habituaram-se a respeitá-lo, e com ele até por vezes concordam, e com ele até muitas vezes se movimentam.

Também há quem dele nada goste, antes pelo contrário, mas isso é normal em democracia.

Uma coisa é certa: gostem do PCP muito, pouco ou nada, para todos a ideia de “PCP”, o conceito de “PCP” foi sempre mais ou menos claro e estabilizado: um Partido com décadas de luta pela liberdade e contra a ditadura, ligado aos trabalhadores e à classe operária, próximo dos pequenos agricultores, lutador por causas nobres e justas ao lado dos deserdados, dos mais fracos e daqueles que sozinhos não têm voz, contra os especuladores financeiros e contra os especuladores fundiários e contra todos os outros aproveitadores dos bens públicos e do suor do povo, por meios de tirania e de violação da lei em democracia.

Acontece que na Moita, o PCP é de facto absolutamente previsível, mas ao contrário.

O PCP aqui entre nós está todo do avesso.

O PCP na Moita, apesar de nacional e historicamente gostar de se apresentar como um Partido de vanguarda, é na Moita um trapo encarnado sem chama e sem garra, atado e a reboque da carroça do Governo local.

Ora, se o Governo local fosse um bom governo, seria já uma complicação ver um Partido de vanguarda ser levado a reboque de alguém.

Mas enfim, o caminho seria na direcção certa e por isso justo e interessante, e mesmo aos trambolhões e puxado às arrecuas pelo governo local, o PCP na Moita lá iria dar a algum lugar de jeito, se o governo da CM da Moita servisse as Populações e respeitasse a Lei e a Constituição.

Mas, miséria das misérias, o filme é todo ao contrário.

Talvez não haja em Portugal governo local mais fora-da-lei e mais violentador dos interesses e direitos subjectivos legitimamente protegidos das Populações, do que o poder politicamente autista exercido na Câmara Municipal pelos Eleitos do PCP na Moita, como o caso do PDM o vem demonstrando há 12anos à exaustão.

Ora, como acontece que o PCP na Moita, e o PCP regional e nacional até ao momento também, só sabe dizer que “Sim” e abanar a cabeça que “Sim Senhor”, a reboque e à trela dos Eleitos comunistas na CM da Moita, aí a situação é um desastre total e completo.

Coisa mais triste não há.

Na Moita, e di-lo quem faz uma resistência não contra o PCP nem contra a CDU, mas sim contra esta política reles realizada e defendida à pala do PCP e da CDU, a confusão e a desgraça são pois uma miséria absoluta.

in

Os 30 dinheiros do Partido Comunista na Moita do Ribatejo

O erro brutal e sem lógica alguma da CCDR-LVT de querer colocar toda a zona sul do Município da Moita sob o regime de Reserva Ecológica Nacional (REN)


Exmº Senhor Professor Doutor António Fonseca Ferreira

Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT)

CCDR-LVT

geral@ccdr-lvt.pt , presid@ccdr-lvt.pt ,

Lisboa

Exmº Senhor Presidente da CCDR-LVT
...

É verdade que, em nossa opinião, aquele documento e aquela vossa posição globalmente positiva em defesa da Lei e do Solo no nosso Concelho ainda enfermam de erros pontuais gravíssimos e de propostas de solução 100% desligadas da razão, da necessidade ambiental, bem como contrariam sem vantagem nem razão ambiental alguma os interesses legítimos e os direitos protegidos por lei das centenas de Famílias dos campos do sul do Município, na Várzea da Moita.

Com efeito, insistir a CCDR-LVT no erro brutal e sem lógica alguma de querer colocar toda a zona sul do Município da Moita sob o regime de Reserva Ecológica Nacional (REN), isso é dar continuidade e aval imerecido a situações gravíssimas, a saber:

  • Tal foi “inventado”precisamente para calar os Governantes, face à projectada desclassificação ambiental dos Solos Rurais, em Reserva Agrícola Nacional (RAN) e em REN que na Revisão do PDM da Moita “gente esperta” desejou valorizar ao abrigo das mui famosas Cláusulas nº 3 dos ainda mais famosos Protocolos entre a CMM e algumas Empresas e Empresários, assinados entre 10 Outubro 2000 e 9 Dezembro 2003.

  • A CCDR-LVT já parece ter compreendido a “marosca” a montante;

  • Contudo, a CCDR-LVT insiste em validar a “marosca” a jusante;

  • Isto é, a CCDR-LVT parece continuar a querer validar a classificação das terras do sul do concelho da Moita como REN, ignorando que são terras de características incompatíveis com tal classificação

o Por via das centenas de Famílias

o Por via das centenas de casas

o Por via das milhares de cabeças de gado

o Por via de 2 núcleos urbanos

o Por via de dezenas de estradas

o Por via do IC 32

o Por via da hortofruticultura e do milho em largas dezenas de hectares incompatíveis com a REN

Ao ponto de se poder dizer que querer classificar estas terras como REN é um erro de planeamento e de ordenamento do território que nada de novo nem de importante em termos de protecção ambiental traz a estas terras, apenas acarretando 2 consequências extremas:

  1. Garroteia ditatorialmente a vida e o trabalho das pessoas aqui implantadas há múltiplas gerações;
  2. Gerará o ridículo sobre as nossas terras e trará um “bruahhh” de espanto a nível nacional e internacional, quando se souber que a “REN à moda da Moita” seria uma REN com muitas casinhas, muitas vaquinhas, muito fertilizante, muito trânsito, muita gente e --- pasme-se --- com corredores de excepção ora REN sim, ora REN não, que farão da nossa terra de 100 em 100 metros terra com REN, e de 100 em 100 metros terra sem REN.
in

Presidente da CCDR-LVT convidado a visitar a Várzea da Moita, no quadro da reunião em Lisboa com o Movimento Cívico Várzea da Moita, 13 Ago '08

A organização do território não prescinde do planeamento, mas pode ser vítima dele quando este se processa segundo ideias erradas e dogmáticas ...

Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Livro do Professor Doutor Sidónio Pardal “A Apropriação do Território — Crítica aos Diplomas da RAN e da REN, Sidónio Pardal, editado pela OE-2006"



Livro do Professor Doutor Sidónio PardalA Apropriação do Território — Crítica aos Diplomas da RAN e da REN, Sidónio Pardal, editado pela Ordem dos Engenheiros, 2006.

PREFÁCIO da responsabilidade do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Engenheiro Fernando Santo, à obra do Professor Doutor SIDÓNIO PARDAL, Urbanista, Arquitecto Paisagista e Engenheiro Agrónomo. Professor da Universidade Técnica de Lisboa

Analisar as diferentes formas de apropriação do território é um exercício indispensável para se compreender o estado actual do ordenamento e como as matérias do urbanismo e do planeamento potenciam a conflitualidade e a injustiça relativa, resultantes da distribuição de mais-valias por via administrativa.

A visão parcelar do território submetido a diferentes tipos de planos e de leis especiais, como são os casos da Reserva Agrícola Nacional (RAN) e da Reserva Ecológica Nacional (REN), tem acentuado as contradições entre conceitos, tratando-se cada espaço como uma ilha.

No passado, o terreno valia em função da sua produção agrícola ou da exploração de outros recursos, mas, com o advento dos loteamentos, os terrenos passaram a valer em função da produção de m2 de construção concedidos por via do licenciamento.

A equação das relações sociais tem um enquadramento territorial que faz parte da condição humana, multiplicando-se numa teia de interdependências onde se jogam direitos, interesses e poderes. Por isso, é difícil a compreensão objectiva de um sistema onde nos movemos quase por instinto, ao mesmo tempo que necessitamos de o conhecer cientificamente e de o projectar e construir com engenho e arte.

A planificação do território apresenta-se como um complexo desafio a enfrentar por uma engenharia integrada, com formação multidisciplinar alargada. Os planos territoriais, sendo cada vez mais determinantes do valor e utilidade do solo, têm de ser confrontados com os seus efeitos sobre o mercado fundiário. A expressão da Economia e do Direito em matéria de ordenamento e gestão do território carece de conjugação e fundamentação com as Engenharias num plano avançado em razões de justiça, de confi ança e de rigor técnico e científico.

O estudo aqui apresentado desenvolve um pensamento sobre uma realidade que transcende os aspectos conjunturais do sistema de planeamento vigente, nomeadamente no que se refere à questão dos regimes da RAN e da REN, apresentando-se como uma pertinente interpelação ao poder do Estado, em particular na sua vertente legislativa, e procura ir ao encontro de respostas para os desafios do ordenamento do território.

A organização do território não prescinde do planeamento, mas pode ser vítima dele quando este se processa segundo ideias erradas e dogmáticas que se transformam em factores de desordenamento.

A destruição de recursos naturais e de valores paisagísticos, a perda de oportunidades de construir um património edificado com rasgo urbanístico e arquitectónico, até que ponto, bem vistas as coisas, não se deve ao fracasso do sistema de planeamento vigente? Esta interrogação coloca-nos perante a obrigação de observar, pensar e avaliar até que ponto se verifica esta surpreendente relação de causa/efeito. A constatação de que os planos territoriais, no seu conteúdo, ignoram a realidade do mercado imobiliário e passam à margem das repercussões que têm sobre os valores dos prédios e a economia do território é motivo de espanto e de reflexão. Como é possível que estes erros e omissões tenham permanecido quase ocultos, não obstante o facto de estarem à vista?

Merece atenção o contributo, nunca demasiado, para reavivar memórias de excelência intelectual, onde se inscreve a notável proposta de lei de Oliveira Martins sobre o fomento rural, percursora e inspiradora da Lei do Regime Florestal que continua ignorada. A comparação entre a legislação urbanística, posterior a 1965, e a legislação dos anos 30 e 40 não pode escapar a uma avaliação crítica, sob pena de não se compreender o problema do ordenamento do território.

A Ordem dos Engenheiros cumpre um imperativo de consciência ao publicar este trabalho, que para além de um despertar da memória faz uma crítica pertinente e, porventura, um combate a vícios e erros. Apresenta-nos também uma base teórica com princípios que alicerçam propostas para um exercício lógico e coerente do planeamento do território.

O rumo que conduz à implementação das reformas necessárias ao desenvolvimento da nossa economia e à defesa dos nossos patrimónios passa por cultivar a prática do pensamento analítico e crítico, pela refutação de ideias dogmáticas e de procedimentos estereotipados impropriamente associados à ruralidade, às questões ambientais e à ecologia. Também nesta vertente, este livro dá-nos esclarecimentos e argumentos que ajudam a compreender o jogo de interesses, poderes e necessidades que se cruzam no âmbito do planeamento do território.

Parabéns ao seu autor pela possibilidade que nos deu de abrir novos horizontes de reflexão.

Fernando Santo

Bastonário da Ordem dos Engenheiros

Aqui não se luta contra o Partido Comunista, nem contra partido nenhum, nem tampouco se defende o partido A, ou B, ou C. Só se combate a cobardia...



Os verdadeiros Prisioneiros de Guerra, e os Desaparecidos em Combate de facto, contra a sua vontade, merecem um respeito profundo. Este artigo parte dos termos MiA's & PoW's para os falsos prisineiros dos tachos e das subidas nas carreiras, por via do método clássico "calo-me, não me comprometo".

Com a devida vénia, republicamos o texto surgido em Fev ’07 no Blogue Alhos Vedros ao Poder, infelizmente sempre actual, cada vez mais, conforme se pode entender a partir de um debate recente, onde um assessor da direcção política da Câmara Municipal da Moita, e simultaneamente dirigente concelhio e distrital de Setúbal do Partido Comunista, mandou a um cidadão livre um recado em tom de ameaça velada.

Disse esse Assessor da Câmara da Moita: “Mas um conselho eu dou, e de borla, por ser para si, não se esqueça que é responsável pelo que faz, tal como eu.”

A seu tempo, cada um assumirá de facto as suas responsabilidades.

Para já, os dirigentes locais de 3ª linha do Partido Comunista na Moita engolem tudo, do pior que em política se pode engolir.

Sublinhe-se: aqui não se luta contra o Partido Comunista, nem contra partido nenhum, nem tampouco se defende o partido A, ou B, ou C. Só se combatem más práticas de governação, tragam elas o ramalhete de flores que trouxerem.

MiA's e PoW's

Este texto já se encontra para ser postado desde Domingo, mas foi sendo descurado. Curiosamente o "esclarecimento" presidencial torna-o mais actual do que então, pois o silêncio é como se continuasse quase por completo, pois muitos dos "desaparecidos" e "prisioneiros" assim continuam.

Missing in Action e Prisoners of war na Moita

Todas as guerras têm malfadadamente os seus mortos e feridos, as suas destruições.
O exemplo trágico mais gritante e actual pode ver-se em Casualties in Iraq.
Também na Moita nós desenvolvemos uma resistência, neste caso a favor da Lei e contra a escuridão que atravessa todo o Processo de Revisão do PDM e que transborda a jorros do Projecto de Novo PDM.
Não é uma guerra clássica, é apenas uma resistência e um exercício de cidadania.
Mortos e feridos não temos, nem desejamos ter, apesar de as ameaças de morte (com consequente participação às Autoridades e à PGR já recorrentemente garantida) choverem com intrigante cadência sobre alguns dos Cidadãos envolvidos nesta batalha de democracia.
'Et pour cause…", basta tentar compreender isto e isto.

Mas temos MiA's, termo famoso que significa em inglês Missing in Action. Sãos os Desaparecidos em Combate.
E também temos PoW's, termo igualmente famoso que significa em inglês Prisoner of War, e que na Moita sofre a adaptação para PoW ou Prisoners of the Wolf, ou na nossa língua 'Reféns do Lobo'.
E quem são os nossos MiA's e os PoW's concelhios?
São os Cidadãos com responsabilidades de Eleitos, de Dirigentes políticos locais, regionais e nacionais, são os 'opinion makers' tradicionais cá da terra e da região, são os Jornalistas e outros que, podendo e devendo pronunciar-se sobre os desmandos contra a 'res publica' e contra a democracia, contra a transparência e contra a Lei, contra a nossa terra e contra as gentes da Moita, podendo e devendo fazer, dizer e pronunciar-se sobre tudo isso, se mostram teimosa e estoicamente silenciados, verdadeiros desaparecidos em combate ou mesmo reféns do lobo.
MiA's e PoW's da Moita.
E sabemos quem são?
É evidente que sabemos.

São as Direcções Nacionais e locais silenciosas do Partido Comunista Português e do Partido Ecologista "Os Verdes", à pala de quem estes responsáveis por esta farsa e por esta tragédia em torno do PDM da Moita foram eleitos para a Câmara Municipal, e têm sido sempre defendidos, apoiados e promovidos (ver aqui). Na verdade, todos compreendem que estes fenómenos são transversais nas nossas sociedades, não são próprios do Partido A, nem impossíveis no Partido B ou C. Triste e lamentável é que Partidos, com um nome e um passado respeitados e dignos, deixem correr o marfim meses e anos a fio, por débil organização local e regional, falta de controlo das estruturas organizativas, insuficiente e falhada auscultação das bases e do pulsar das populações e, finalmente, por autismo político e desinteresse face às muitas centenas de alertas de aflição que os Cidadãos lhes endereçam, seja de fora, seja do interior dos próprios círculos de amigos desses Partidos.

São os Eleitos silenciosos para as estruturas de direcção partidária e sobretudo para os Órgãos da Administração Autárquica local que, não sendo co-responsáveis nesta enorme embrulhada onde não se sabe onde acabam os interesses públicos e começam os interesses privados, tudo cimentado com muito amanhanço pessoal, são apesar de tudo espectadores privilegiados que optam por se quedar mudos e quedos face a toda esta farsa e a esta tragédia, sem levantarem um dedinho mindinho contra, sem fazerem uma perguntinha inocente, sem darem um ai nem um dó de sua graça, coitados.

São os opinadores locais silenciosos ou diversionistas, nova geração de políticos à espera da transição e da evolução na continuidade, que não têm aparentemente espinha dorsal para duvidar, nem verticalidade para perguntar, nem arrojo para discordar. Actuam como o famoso e adorável cãozinho Nipper (adorável por ser um bichinho), do His Master's Voice. A tristeza maior é que estes 'opinion makers' politicamente castrados são gente, e como gente não têm baterias próprias, são MiA's e PoW's coitados, trabalham de empurrão, e veja-se lá quem os empurra.
São ainda os Técnicos e os Responsáveis de nível elevado na Câmara, os silenciosos, uns por conivência, outros por falta de arrojo e por falta de ousadia de viverem em 2007 a liberdade que o 25 de Abril de há já quase 33 anos a todos trouxe. Merecem mal as funções, as mordomias e os salários que auferem os profissionais que se deixam instrumentalizar para serem os braços compridos de 2 políticas no Concelho da Moita, a opressão e o rigor excessivos e sem apelo contra as gentes simples do campo e contra os Cidadãos em geral sem riqueza nempoder de 'lobby', e a permissiva promiscuidade de braço dado com os grandes do dinheiro e do 'lobbysmo' ilegal e ilegítimo. Como merecem mal os cargos e as funções e compensações que recebem, as pessoas de patamares elevados da Administração pública que aceitam ser instrumentalizados e cúmplices silenciosos de uma escuridão como breu no governo da 'res publica', quando silenciosos das falcatruas, embora delas não beneficiem directamente.
São finalmente… ai, infelizmente a lista ainda poderia continuar.
Mas o que mais importa, fica dito.

Na Moita, também temos os nossos MiA's e PoW's.
Sãos os Desaparecidos em Combate, Missing in Action
E são os nossos Prisoners of the Wolf, ou na nossa língua 'Reféns do Lobo'.


Leitor devidamente identificado

# posted by AV : 2/06/2007 1 comments

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Câmara da Moita - exemplo vivo de 1 governo local reles, de 1 fábrica clandestina de ilegalidades e de violentação de direitos protegidos dos Cidadãos


Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Copiado com a devida vénia do Blogue Alhos Vedros ao Poder

Moita 2009 - Um rumo novo e melhor para o concelho da Moita

Caros Amigos,Vizinhos
Boa Tarde.


Começa a falar-se já em iniciativas necessárias para colocar um ponto final ao mau governo, ao péssimo governo instalado desde há anos na Praça da República, 2600 Moita.
Ora, 2009 é com efeito depois de amanhã.
Não se pode entretanto criticar o governo porventura mais reles e a fábrica clandestina de ilegalidades e de violentação de direitos protegidos dos Cidadãos, com os contornos porventura mais escabrosos de todas as terras portuguesas, em que a Moita por via da Câmara Municipal da Moita se tem vindo "gloriosamente" a transformar, sem cuidar de se garantir uma alternativa.


Essa alternativa não pode ser a fingir.
Essa alternativa não pode ser para falhar.
Acontece que, na Moita, temos uma situação deveras excepcional.

A lista CDU apoiada para a Câmara Municipal (CMM) e para a Assembleia Municipal (AMM) pelo PCP e pelos Verdes do PEV corre o risco de

  1. derrotar uma Lista apoiada pelo PS, tendo mais votos que esta
  2. derrotar uma Lista apoiada pelo PSD, ou só pelo PSD, ou pelo PSD-CDS/PP-MPT como em 2005, tendo mais votos que esta
  3. derrotar uma Lista apoiada pelo BE, tendo mais votos que esta
  4. e porventura, infelizmente também, poderá derrotar uma Lista de Cidadãos mais próximos da esquerda (apoiada por sectores de esquerda, apoiada também por sectores próximos dos partidos muitas vezes apelidados de esquerda e por simpatizantes do PCP escorçoados com a traição local e não só do PCP), tendo mais votos que esta
  5. bem como porventura, infelizmente também, poderá derrotar uma Lista de Cidadãos mais próximos da direita (apoiada por sectores próximos dos partidos muitas vezes apelidados de direita), tendo mais votos que esta
  6. etc, etc, etc
  7. E no final, essa lista CDU apoiada para a CMM e AMM pelo PCP corre o risco de vencer, tendo ela menos votos que o somatório de todos os demais, mas tendo mais votos que cada um dos demais.

A solução pode assim ter de se encontrar numa Lista de Unidade de Cidadãos simpatizantes e amigos de todos os Partidos, ou de partido nenhum.
Partidos esses que terão de ter entretanto decidido cada um não se candidatar por si só, antes apoiando de modo claro, se bem que com uma visibilidade diferente do habitual (em relação às campanhas próprias, leia-se) uma tal Lista de Unidade de Cidadãos.
Na Lista apareceriam, mesmo que em lugares menos elegíveis, Cidadãos de todas as Freguesias e de todas as sensibilidades, gente sem partido ou de qualquer um dos Partidos, desde que unidos por um Programa Comum de Salvação do Município.

Salvação da Moita e da Câmara Municipal do buraco sem fundo onde o actual governo local as conduziu, isto é, surgindo com o propósito excepcional de salvar a Moita e a Câmara Municipal

  • do poço da bancarrota
  • do poço das ilegalidades
  • do poço das jogadas duvidosas de arranjinhos público-privadas
  • do poço da destruição ambiental
  • do poço da violentação dos interesses legítimos e dos direitos protegidos por lei das populações do campo
  • do poço do abandono do miolo das localidades
  • do poço da betonização e do alcatroamento a esmo de todo ou quase todo o Solo Rural e em REN do Concelho
  • do poço da inactividade, da inabilidade, da incapacidade do Executivo, de que os 12 anos de revisão do PDM, sem fim à vista, são um exemplo maior
  • do poço dos compadrios e dos tachos dos amigalhaços
  • do poço da apatia, da inércia, da má gestão e do caos na CMM
  • do poço do Urbanismo de clientelas
  • do poço dos encaixes e da hipertrofia dos Serviços Camarários à base de clientelas
  • do poço etc
  • do poço etc
  • etc e tal

Na vida por vezes, e na sociedade organizada também, perante grandes males, têm de surgir grandes remédios.

Nesses casos, importa avaliar-se friamente a situação, e caso se concorde que estamos efectivamente diante de "um problema de decência ou indecência, de legalidade ou ilegalidade, de decoro ou de pouca-vergonha", a solução só unida se pode encontrar.
Veja-se a propósito o artigo que recebemos da parte de um Vizinho e que aparece publicado em Um Por Todos, Todos por Um neste domingo 10 de Agosto '08, sob o título:
Salvar a Moita não é, nem pode ser, um desígnio das forças e dos eleitores de esquerda. Nem dos votantes tradicionais na direita. É um dever de todos!
Garantiu-nos o seu autor que nenhum papel, nem nenhuma ambição pessoal de protagonismo acompanha essa sua reflexão. E se há quem o afirme para o suscitar, ele explicou: "Fora de questão".
Disse mesmo que, em sua opinião, a agenda deve ser esboçada do modo seguinte:

  1. Assegurar o princípio de que os Partidos aceitarão não se apresentar às Eleições Autárquicas na Moita em 2009, antes se mostrarão todos sem excepção disponíveis para apoiar uma Lista de Unidade de Cidadãos
  2. Garantir as traves mestras das boas práticas e do bom governo local que uma tal Lista de Unidade de Cidadãos deverá propor ao Concelho e aos Eleitores
  3. Só depois disso, e por diversas razões, incluindo a do "não-desgaste", deverão ser asseguradas as pessoas para corporizar esse projecto
  4. E essas pessoas estão aí, a começar pelos Eleitos locais dos Partidos da Oposição à Câmara, quer Vereadores, quer Deputados Municipais e Deputados às Assembleias das diversas Freguesias, que tão bem e de forma tão esclarecida e unida têm conduzido os seus mandatos de Eleitos desde 2005.
  5. É evidente que os seus nomes não deverão aparecer como representantes dos Partidos A, ou B, ou C ou D, mas sim como Cidadãs e Cidadãos da Moita, embora as pessoas legítima e facilmente possam identificar muitos deles com os diversos Partidos de que serão próximos, sendo que uma tal Lista de Unidade de Cidadãos deverá em conjunto ser por todos os Partidos apoiada. Bem, todos não, todos excepto os partidos situacionistas na Moita, é de prever
  6. A composição dessa Lista de Unidade de Cidadãos deverá ter grandemente em conta os resultados das Autárquicas de 2005, podendo ser enriquecida com novos nomes, incluindo em lugares de elegibilidade menos provável, sempre com equilíbrio, espírito aberto de serviço ao concelho, e razoabilidade e unidade democrática.

Porque também eu vejo lógica e necessidade no acerto atempado destas questões, tomei a liberdade de vos enviar pessoalmente esta mensagem desse nosso concidadão.

Um bom Domingo, e até já.

Cordialmente
10 Agosto 2008
ant silva ângelo

Acerca de mim

Neste espaço surgirão artigos e notícias de fundo, pautadas por um propósito: o respeito pela Lei, a luta contra a escuridão. O âmbito e as preocupações serão globais. A intervenção pretende ser local. Por isso, muito se dirá sobre outras partes, outros problemas e preocupações. Contudo, parte mais significativa dos temas terá muito a ver com a Moita, e a vida pública nesta terra. A razão é uma: a origem deste Blog prende-se com a resistência das gentes da Várzea da Moita contra os desmandos do Projecto de Revisão do PDM e contra as tropelias do Processo da sua Revisão, de 1996 até ao presente (2008...) Para nos contactar, escreva para varzeamoita@gmail.com