quinta-feira, 21 de junho de 2007

Por favor, alguém que ponha estes aspirantes em sentido!








3 Vícios graves em democracia,

3 práticas normais em ditadura.

1.

Pode um chefe ou presidente de um órgão colegial tomar decisões em nome de todos os membros desse colectivo, sem consultar previamente todos e cada um dos seus titulares, sobre matérias colocadas à ponderação e decisão do órgão e de cada um dos seus membros, nominalmente citados no pedido?

Noutro regime, pode.

Em democracia, não deve.

Não deve mesmo.

Se o fizer, usurpa poderes, comporta-se como um caudilho, ofende e subestima o papel e a importância e dignidade de cada dos titulares do órgão que não foram nem vistos nem achados na sua decisão.

Além disso, o requerente ou os requerentes têm o direito de considerar como nula e não válida a resposta, pois solicitaram a A, a B, a C, a D, etc, e só A lhes respondeu.

Não chega.

Mesmo com voto de vencidos, todos os inquiridos têm o direito, e o dever, de se pronunciar.

2.

Pode um eleito político com funções administrativas propor e votar à terça-feira a cedência de espaços públicos para iniciativas de cidadãos, para mais gratuitamente conforme o proposto, e decidir à quarta-feira negar aos cidadãos o seu acesso?

Noutro regime, pode.

Em democracia, não deve.

Não deve mesmo.

Se o fizer, desrespeita e viola uma norma estabelecida, pois a sua proposta anterior, carregada de boas intenções, transformou-se em norma depois de aprovada.

E se for desrespeitada, a sua violação é grave e inaceitável.

Além disso, demonstra hipocrisia, pois dá-se com uma mão na hora do “photoflash” e da cobertura noticiosa de divulgação propagandística, e retira-se com a outra mão, apagadas as luzes e corrido o pano da visibilidade pública.

Dessa política, ficámos muitas décadas fartos, não queremos mais, obrigado

3.

Pode um eleito político com funções administrativas tecer considerações de valor negativo e destrutivo sobre a justeza e a oportunidade de um evento, para mais normal e de participação cívica democrática inquestionável, e partir dessa análise para de imediato concluir pela não cedência de um espaço público só porque a sua apreciação pessoal foi negativa?

Noutro regime, pode.

Em democracia, não deve.

Não deve mesmo.

Se o fizer, bem pode arvorar-se com o novo título, bem triste mas assaz pomposo, de Chefe do Departamento de Censura e das Proibições Administrativas de Toda e Qualquer Iniciativa que Cheire a Oposição (C.D.C.P.A.T.Q.I.C.O).

Iríamos por bons caminhos se o Palácio Foz só aceitasse Exposições com loas ao Regime.

Se nas Galveias só pudessem ser promovidas Conferências de ’Yesmen’ do Partido do Governo de cada momento.

Se na RTP só tivessem assento e voz os arautos da Propaganda Oficial.

Etc.

Etc.

Por favor, alguém que ponha estes aspirantes em sentido!

A resposta que nos foi transmitida é a sua posição pessoal, Senhor Presidente, ou é a posição oficial da Câmara da Moita?

















Recebemos esta Mensagem a 18 Junho ‘07

Exmos. Senhores

Pelo presente encarrega-me o Senhor Presidente de informar V.Exa. que, na sequência do seu pedido de disponibilização de instalações municipais para “uma nova discussão pública da revisão do PDM”, não existe, por parte desta autarquia, disponibilidade para o solicitado.

A discussão pública relativa ao processo de revisão do Plano Director Municipal da Moita decorreu no absoluto respeito pelas normas legais aplicáveis, como aliás o confirmou o Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada, ao negar provimento a uma providência cautelar que visava o prolongamento do mesmo período. Não há assim razão para voltar a mobilizar meios municipais para o efeito.

Com isto não pretendemos emitir um juízo de valor sobre a iniciativa, enquanto exercício do direito de reunião que assiste aos cidadãos.

Com os melhores cumprimentos,

O Gabinete do Presidente

Sónia Marina Pereira


…ao que respondemos

Exmº Senhor Presidente da Câmara Municipal da Moita


Muito obrigado por sua pronta resposta, cf. comunicação email que nos chegou da parte da Exmª Senhora D. Sónia Marina Pereira, do seu Gabinete.


Permita-me que lhe pergunte:

A resposta que nos foi transmitida é a sua posição pessoal, Senhor Presidente, ou é a posição oficial da Câmara da Moita?

Na verdade, o pedido foi dirigido ao Senhor Presidente e a todos e a cada um dos Senhores Vereadores à Câmara.

Daí ser importante para nós saber se corresponde à resposta de um Órgão do Poder com um colectivo multicolor eleito, onde todos os seus Eleitos (Presidente, Vice-Presidente, Vereadores CDU, Vereadores PS, Vereador PSD/CDS/MPT e vereador BE) foram expressa e nominalmente avocados, ou se é tão só a decisão do seu Presidente.

Por outro lado, podemos contar com uma resposta sua, Senhor Presidente, no que respeita ao convite a si dirigido para participar na iniciativa?

Na verdade, convidámo-lo cordialmente, como nos pareceu ser o nosso dever.

Aí, desculpar-me-á, desculpar-nos-á, contamos vivamente com a sua participação muito importante, e num caso ou noutro, entenda dever e poder participar, será seguramente normal que venha a emitir um juízo de valor sobre a iniciativa, enquanto exercício do direito de reunião que assiste aos cidadãos.

Sobre o facto de o Senhor Presidente considerar que ..."não há assim razão para voltar a mobilizar meios municipais para o efeito", pergunto-lhe/ perguntamos-lhe Senhor Presidente:

Leu o nosso pequeno texto Na verdade, por todas as razões. Veja-se apenas por exemplo algumas delas:

Certos de podermos contar com uma sua resposta tão brevemente quanto possível,

apresentamos os nossos cumprimentos.

18 Junho '07

a) Assinado por um Morador, perfeitamente identificado e com indicação dos seus email e telefone pessoais, a rogo e em coordenação com o grupo alargado e aberto de cidaddãos empenhados na preparação da nova Discussão Pública da Revisão do PDM / Plano Director Municipal da Moita '07

Obs.:

Também se pode ler Informação séria e criteriosa, a facilitar uma Discussão Pública da Revisão do PDM em 2005 com toda a informação exacta e completa em cima da mesa ?

Atitudes que contribuem para desacreditar a política e a democracia afastando cada vez mais os eleitos dos eleitores











Quero, posso e mando

O núcleo concelhio da Moita do BE Bloco de Esquerda em reunião alargada aos seus autarcas, decidiu repudiar a atitude discriminatória, do Sr, Presidente da Câmara Municipal que recusou a cedência de instalações municipais, para um evento organizado por um grupo de cidadãos que pretende uma nova Discussão Pública da Revisão do PDM / Plano Director Municipal da Moita '07 .
Recordam os eleitos do BE que as instalações não são propriedade da maioria CDU mas sim de todos os munícipes.

Por isso os eleitos do BE repudiam tal decisão, e lembram que aquando da discussão em Assembleia Municipal do regulamento de utilização dos espaços municipais, foi afirmado pela CDU força que detêm a maioria, que tal regulamento não visava limitar a utilização de tais espaços por cidadãos organizados e ou partidos políticos.

Ora, verificamos afinal que tínhamos razão quando alertámos para a possibilidade de tal regulamento vir a ser uma ferramenta censória nas mãos da maioria.

Esta atitude, demonstra que para a maioria CDU, só serão autorizados os debates em espaços municipais de projectos que mereçam a sua aprovação ou seja de debates que enalteçam ou cantem loas ás suas actividades, ficando todos os outros debates em instalações municipais, dependentes da aprovação do gabinete de censura municipal.

Não nos surpreende este conceito de democracia, pois o mesmo é parte genética da ideologia da força maioritária, mas se tal não nos surpreende, também não nos impede de publicamente demonstrarmos o nosso repudio, por atitudes que contribuem para desacreditar a política e a democracia afastando cada vez mais os eleitos dos eleitores.

Moita, 19 de Junho de 2007

O núcleo concelhio da Moita do BE

Ver igualmente no Jornal Rostos

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Se o entenderem, façam um gesto e mostrem que compreendem finalmente o que se passa na Moita. E que o PCP e a CDU actuem em consequência.








Margarida Botelho
Membro da Comissão Política do PCP


Por ocasião da vinda à Moita de Margarida Botelho, Membro da Comissão Política do PCP, é apropriado recordar a carta que foi enviada ao PCP por um grupo de Cidadãs e Cidadãos da Moita, a 9 Junho '07, e que não mereceu até ao presente qualquer reacção nem resposta desse Partido.

Se o entenderem, façam um gesto e mostrem que compreendem finalmente o que se passa na Moita. E que o PCP e a CDU actuem em consequência.

Exmº Senhor Secretário-geral do Partido Comunista Português
Jerónimo de Sousa
Exmºs Senhores Dirigentes Nacionais do PCP,

Bom dia,

Nota prévia muito importante:
Por favor, aceite Senhor Secretário-geral e aceitem Senhoras e Senhores Dirigentes do PCP ler esta nossa Mensagem com o mesmíssimo espírito com que vo-la escrevemos: com uma postura de respeito e com um trato amistoso mesmo, com uma motivação de intervenção democrática a bem do que julgamos ser o mais importante para as nossas Famílias e para a nossa terra. Movidos contra algum Partido? Não. Fazendo o serviço de algum outro Partido? Tampouco. O que nos move é a resistência e a luta contra más práticas de governação, aqui e em qualquer lugar.
Com efeito, alguns de nós não votamos em geral no PCP nem na CDU, nem simpatizamos politicamente com as respectivas orientações políticas. Outros de entre nós somos eleitores que votam tradicionalmente no PCP e na CDU, alguns mesmo com mais de 40 e 50 anos de grande proximidade e estima pelo PCP.
Contudo, isso aqui não interessa nada. O que realmente importa, é o facto de a vós hoje nos dirigirmos de Cidadãos para Cidadãos, de iguais para iguais, numa muita preocupada e premente diligência cívica. Ora vejam:

Somos um grupo de Cidadãs e Cidadãos da zona Sul do Município da Moita, dos campos ao redor das localidades de Rego d’Água, Arroteias e Barra Cheia, na Freguesia de Alhos Vedros, e dos Brejos da Moita e do Penteado, na Freguesia da Moita, e de outras partes do nosso Concelho, aqui tão perto a 20 Kms a Sul de Lisboa.
...

Texto integral aqui.


Jornal O Rio (Jornal WEB on-line e Quinzenário em papel) noticia em www.orio.pt















Política : Assembleia de Organização da Freguesia da Moita do PCP
em 2007/6/20 0:20:00 (15 leituras) A Comissão de Freguesia de Moita do PCP, organiza no Sábado, dia 23 de Junho de 2007, pelas 15 horas, a XII Assembleia de Organização da Freguesia da Moita do PCP, que terá lugar na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça.

Esta Assembleia de Organização contará com a presença de Margarida Botelho da comissão política do comité central do PCP.

Conferência “Os Desafios da Segurança Internacional e a Cooperação no âmbito da CPLP”, nos dias 25 e 26 de Junho, no Salão do Senado, São Bento, Lxª












Os Desafios da Segurança Internacional e a Cooperação no âmbito da CPLPO Secretariado Executivo e a Assembleia da República Portuguesa organizam a Conferência “Os Desafios da Segurança Internacional e a Cooperação no âmbito da CPLP”, nos dias 25 e 26 de Junho. ... [ver mais]

terça-feira, 19 de junho de 2007

Informação séria e criteriosa, a facilitar uma Discussão Pública da Revisão do PDM em 2005 com toda a informação exacta e completa em cima da mesa ?







Perguntas possíveis em democracia:

O caso da Quinta e da Moradia no Penteado

A direcção política da Câmara Municipal da Moita, presidida por João Lobo, disse durante a Discussão Pública da Revisão do PDM em 2005, durante todo o ano de 2006 e durante quase todo o mês de Janeiro 2007

  • aos Munícipes,
  • à Comissão Técnica de Acompanhamento da Revisão do PDM,
  • à Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional,
  • à CCDR-LVT e
  • a quem mais a leu e a ouviu,

o seguinte:

A Desanexação de REN nº 18, área de infiltração máxima, assenta nos seus objectivos genéricos na “integração de um loteamento com alvará em vigor”.

Verificou-se contudo em finais de Janeiro 2007, por resposta formal da Câmara ao Jornalista do Público, José António Cerejo, que para tal teve de invocar o Estatuto de Jornalista, que a referência a “um loteamento com alvará em vigor” era um “lapso”, pois Alvará nesse caso nunca houve, muito menos em vigor.

De sublinhar que em 2005 e em 2006, por escrito e em Reuniões Públicas da Câmara (do seu Executivo, e nas Sessões da Discussão Pública da Revisão do PDM em 2005), por diversas vezes o Presidente da Câmara e diversos Arquitectos e outros Técnicos da Câmara foram questionados sobre este ponto.

  • “Não conheço,
  • não sei onde fica,
  • se construiu é porque teve esse direito,
  • não sei o que refere,
  • está tudo legal”…

e outras afirmações do mesmo teor, foram sempre as respostas do Presidente da Câmara.

As testemunhas, os Cidadãos que o podem atestar, são aos montes.

Perguntamos: Como se deve classificar este engano?

  • Uma mentira?
  • Um lapso muito apropriado?
  • Incompetência?
  • Teimosia e persistência 2 anos no mesmo erro inocente?
  • Embuste trapaceiro e manhoso?
  • Inocência e inaptidão para o cargo?
  • Preguiça e falta de estudo dos dossiers?
  • Informação séria e criteriosa, a facilitar uma Discussão Pública da Revisão do PDM em 2005 com toda a informação exacta e completa em cima da mesa de análise?

A palavra às Cidadãs e aos Cidadãos!

Esta é apenas uma das razões para a nova Discussão Pública da Revisão do PDM / Plano Director Municipal da Moita '07

Muitas outras há.

Obs.: saber mais aqui.


Acerca de mim

Neste espaço surgirão artigos e notícias de fundo, pautadas por um propósito: o respeito pela Lei, a luta contra a escuridão. O âmbito e as preocupações serão globais. A intervenção pretende ser local. Por isso, muito se dirá sobre outras partes, outros problemas e preocupações. Contudo, parte mais significativa dos temas terá muito a ver com a Moita, e a vida pública nesta terra. A razão é uma: a origem deste Blog prende-se com a resistência das gentes da Várzea da Moita contra os desmandos do Projecto de Revisão do PDM e contra as tropelias do Processo da sua Revisão, de 1996 até ao presente (2008...) Para nos contactar, escreva para varzeamoita@gmail.com