sábado, 9 de fevereiro de 2008

Num país de canalhas, são logo à partida precisos 3 elementos humanos fundamentais e algumas regras práticas


Na foto pode ver-se um canalha (desculpe-me o pobre figurante, coitado, que já morreu) escarranchado em cima do povo, aqui representado por um pobre burro. Visível ainda um ajudante de canalha (mais uma vez, desculpe lá ó Senhorzinho), apeado e com uma mão a controlar o animal, e com os olhos matreiros postos já na sua garupa, à espreita da oportunidade de subir a canalha principal

Damos hoje início à publicação em fascículos de um novo Curso Prático, na esteira do anteriormente divulgado

O n/ Curso Rápido para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN) foi pensado para a Moita mas ... (Lição nº 1)

Manual Prático para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN) na Moita. Lição nº 2

Manual Prático para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN). Lição nº 3 (Caso Prático)

Manual prático para a fundação de raiz de um país de canalhas

Lição nº1

“Quem é quem?” num país de canalhas

e

Traves mestras do sistema de justiça num país acanalhado

Classificação deste documento:

Documento reservado aos próprios e acessível excepcionalmente aos pobres desgraçados vítimas das piores canalhices dos ditos, sob condição de não serem nem cardíacos nem hipersensíveis. De outro modo, correriam sérios riscos ao lerem as linhas abaixo.

Bem, para se poder aspirar à formação de um país de canalhas, são logo à partida precisos 3 elementos humanos fundamentais:

  1. Os canalhas propriamente ditos são essenciais. Sem eles, o país a fundar poderia ser muitas coisas, mas acanalhado não seria com certeza. Dir-se-á que eles são uma necessidade ‘sine qua non’. Contudo, isso não constitui um problema, pois candidatos em geral não faltam. De notar que de entre os canalhas, ainda há subgrupos do tipo os canalhas mandantes ou activos, geralmente canalhas excentricamente extraordinariamente e tresloucadamente poderosos em termos financeiros. Temos depois os canalhas mandados ou passivos, geralmente afectos à governação dos negócios do país ao serviço dos primeiros. Não começam tão ricos como os membros do 1º subgrupo, mas, quando conseguem manter-se na garimpa do animal (isto é no poder, escarranchados a cavalo no povo) o tempo suficiente, terminam geralmente quase tão excêntricos como os primeiros;
  2. Como elemento tampão, fazem igualmente falta os senhores sim-sim, fórmula que em inglês dá pelo termo vulgar de ‘yesman’, os ‘yesmen’. Estes são igualmente fundamentais. Com este grupo há um problema: é um autêntico corredor de passagem, com perda de efectivos continuamente para o campo dos canalhas dirigentes, embora com novas entradas pela base, sempre com novos aspirantes à futura condição importante de canalha, sujeitos a vegetarem num limbo intermédio de suportes calados do sistema;
  3. Finalmente, é preciso para um tal país poder aguentar a legião de canalhas, que se possa assegurar debaixo deles (literalmente, como um tapete debaixo dos pés de quem o pisa) um batalhão infindável de gente carne para canhão de todo o tipo de canalhices. Já se lhe chamou no passado terceiro estado. São os pobres, os desempregados, os remediados, os trabalhadores e os funcionários da base do sistema, os marginalizados, os idosos pobres, os imigrantes e em geral todos aqueles que não têm nem poder de riqueza, nem de ‘lobby’. São igualmente fundamentais, tanto quanto é essencial um cavalo para que o cavaleiro o possa ser. Importa ainda e sobretudo difundir a ideia que o cavalo não pode apear o cavaleiro, quando muito pode virar montada de outro cavaleiro, por exemplo, em regime de alternância democrática de quem vai a cavalo. O cavalo, ou o burro, esse segue sempre amochando q.b.

Vistos os grupos de gente fundamental, vejamos agora algumas regras práticas pelas quais se há-de reger o país de canalhas, sob o perigoso risco de não o ser, se elas não forem exactamente respeitadas:

  1. Importa absolutamente difundir a ideia que se deve confiar absolutamente na justiça num país de canalhas. Esta regra é basilar. Sem ela, o 3º estado (o batalhão infindável de gente carne para canhão de todo o tipo de canalhices) poderia tomar o freio nos dentes e pôr em causa todo o sistema. Logo, a justiça deve ser apresentada como justa, apesar de, como é sabido, ser tudo, tudinho, menos isso. Qualquer referência a atropelas, desmandos, sacanagens, horrores, arbitrariedades, mortes, genocídios, etc e tal do passado sempre feitos em nome da justiça e das leis de cada momento deve ser abafado, e quando badalado deve ser apresentado acompanhado da frase …”isso era dantes”.
  2. Juntamente com a ideia generalizada da confiança na justiça, deve procurar-se absolutamente torpedear a justiça por todos os modos. Por exemplo, fazê-la funcionar severamente contra o dito 3º estado, com mão pesada e rédea curta, sem dó nem contemplação. Seja a justiça comum, seja a tributária ou outras, todas sem excepção. Com um alerta solene: sempre que alguém tenha a ousadia, o desplante, o arrojo temerário de tentar virar a justiça contra os canalhas, aí alto! Nesse caso ela deve ser morosa, indolente, amiguinha, tolerante e no essencial omissa em termos de investigação, distraída e evasiva na acusação, e sobretudo condescendente no momento de julgar. Recomenda-se, por segurança, que os processos nem cheguem a julgamento, sejam antes arquivados sorrateiramente pelo caminho, não vá correr-se o risco de, por engano ou confusão, algum canalha ainda ir para com os ossos à prisão.

Vistas estas questões fundamentais em termos de Quem é quem? num país de canalhas, e quais as Traves mestras do sistema de justiça em terra acanalhada, estamos prontos para poder passar à Lição nº2 e às que se lhe seguirão.

Mas para isso, teremos de esperar um pouco.

António Chora e outros representantes eleitos da Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa em Palmela fora da CGTP-IN: no interesse de quem? Porquê?


Congresso da CGTP
Líder da Autoeuropa vetado pelo PCP
Ver notícia aqui Expresso: (cortesia surripiada a Alhos Vedros ao Poder, Blogue de resistência contra o poder moiteiro e todo o género de amoitados)

António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa e militante do Bloco de Esquerda, não passou na triagem para a lista para o Conselho Nacional, a ser votada pelo congresso de 15 e 16.
José Pedro Castanheira
18:00 | Sexta-feira, 8 de Fev de 2008

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Líder da Autoeuropa vetado pelo PCP António chora. A Autoeuropa não terá nenhum sindicalista no Conselho Nacional da CGTP-IN
António Pedro Ferreira
António chora. A Autoeuropa não terá nenhum sindicalista no Conselho Nacional da CGTP-IN

O grupo de trabalho constituído no seio da direcção da CGTP, encarregue de elaborar a lista para o futuro Conselho Nacional, não considerou o nome de António Chora.

O líder da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa é militante do Bloco de Esquerda e já desempenhou temporariamente as funções de deputado daquela partido na Assembleia da República. O seu nome foi proposto ao Sindicato dos Metalúrgicos do Sul pela CT da empresa, assim como por vários delegados e dirigentes sindicais.

Controlada pelo sector mais ortodoxo do PCP, a direcção daquele sindicato excluiu o nome de Chora, quer como delegado, quer como potencial membro do Conselho Nacional. António Chora fala mesmo de "veto político" e recusou o convite para assistir ao congresso dos próximos dias 15 e 16.

A Autoeuropa, a principal empresa portuguesa em termos de produção de riqueza, com mais de três mil trabalhadores, não terá nenhum sindicalista no órgão máximo da CGTP.

Leia mais na edição do Expresso na banca ou clicando aqui, onde a edição da banca está disponível para assinantes a partir das 00h01 de sábado

A Cooperativa "Pelo Sonho é que vamos", com sede no Seixal, distrito de Setúbal, pede a ajuda possível para vencer barreiras levantadas à sua acção



Recebemos com pedido de divulgação um apelo sofrido de quem quer fazer o bem, mas não lho deixam.


Sinopse[1] sobre a

Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos

à data de inícios[2] de Fevereiro de 2008

A Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos faz no seu dia a dia, com limitados meios, na sua zona de intervenção[3], o que tantas vezes tanto falta em Portugal:

  • acolhe e cuida dos mais fracos, dos que menos têm e em maior risco se encontram na nossa sociedade.

Neste momento, é a própria Cooperativa que está em seriíssimas dificuldades.

Vive momentos difíceis.

Por isso apela com muita força a quem por si possa ter o poder de ajudar, e/ou a quem pela sua influência pessoal, social, política ou outra possa ajudar a provocar ou encontrar as ajudas que urgentemente precisa.

A todos a Cooperativa agradece, reconhecida.

A si, que nos leu até aqui, um pedido:

Por favor, aceite continuar a ler este texto até ao fim e saiba mais aqui sobre esta história de muitas dificuldades, e de um sucesso sempre tentado, e muitas vezes alcançado.

Por vezes permitido e apoiado.

Por vezes torpedeado e impedido.

E sempre com gosto, e muito sofrido.

Actividades desenvolvidas:

A Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos conta com cerca de 12 anos de actividade, e intervém nas valências seguintes, com as designações abaixo:

  1. Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta. Acolhe crianças dos 0-12 anos. Acolhimento 24/24 Horas, em internato. Acolhia até finais de Novembro’07 um total permanente de 13 crianças[4].
  2. Lar de Jovens em Risco Vida Nova. Acolhe jovens dos 12-18 anos. Acolhimento 24/24 Horas, em internato. Acolhia até finais de Novembro’07 um total permanente de 12 jovens[5]. Nesta valência Lar de Jovens em Risco Vida Nova e na valência Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta já foram acolhidas mais de 200 crianças e jovens, sendo de verdadeiro sucesso e de integração conseguida na vida activa, enquanto adultos com uma vida perfeitamente estruturada, o percurso e a história de muitos ou quase todos eles.
  3. Casa Abrigo Nova Esperança. Acolhe mulheres e seus filhos pequenos, vítimas refugiadas de violência doméstica. Acolhimento 24/24 Horas, em internato. Acolhe em permanência uma média de 20 pessoas, contando mães e filhos pequenos. Nesta valência Casa Abrigo Nova Esperança, em 2007, foram acolhidas com carácter permanente 66 pessoas, entre Mães e suas crianças.
  4. Creche Sonho Azul. Creche algo semelhante a outras creches, mas destinada a famílias com menor capacidade financeira, muitas delas imigrantes, mas não só. Regime de acolhimento diurno de 25 crianças, com pagamentos mensais por criança de 20 Euros, logo com um encaixe mensal pago pelas famílias das 25 crianças de um valor total global somado de 500 Euros/mês.
  5. Creche Familiar Colo Amigo. Organização e apoio em suas casas a 12 amas, cada uma com 4 crianças a cargo. Total de crianças nesta valência de 48.

Efectivos humanos:

A Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos exerce a sua actividade empregando 45 trabalhadoras[6], já incluindo 12 amas em casa e fora o envolvimento dos dirigentes da Cooperativa.

O efectivo de trabalhadores a tempo inteiro era assim constituído[7]:

Profissões

Profissionais

Educadores de Infância

3

Psicólogos

3

Técnicos de serviço social

3

Animador sócio-cultural

1

Técnico de reinserção social (estagiário)

1

Auxiliares de acção directa

22

Amas em casa

12

Total de trabalhadores

45

Homens

2

Mulheres

43

Na Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos os contratos de trabalho eram[8] todos efectivos, sem prazo.

Na Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos, a preocupação com a formação profissional tem sido constante.

As Amas têm formação anual, verificada e com Diplomas da Segurança Social.

As Auxiliares de acção directa obtiveram todas validação de competências do Instituto de Emprego e Formação Profissional em 2005.

Os diversos Técnicos (Educadores, Psicólogos e de Serviço Social) têm todos formação superior.

O Técnico de Reinserção social é finalista do seu curso, encontrando-se em estágio na Cooperativa.

Instalações:

A Cooperativa utiliza 4 instalações arrendadas.

Duas situam-se no lugar das Farinheiras, em Paio Pires, 2840 Seixal.

Uma outra fica na Arrentela, na parte antiga da localidade, igualmente 2840 Seixal.

E a última fica noutro local, destinada à valência de apoio às vítimas de violência doméstica.

Conta ainda com as 12 amas em casa.

População alvo:

Em termos de pessoas assistidas, veja-se:

Valências

Total de pessoas assistidas

Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta

13

Lar de Jovens em Risco Vida Nova

12

Casa Abrigo Nova Esperança

20

Creche Sonho Azul

25

Creche Familiar Colo Amigo

48

Média total permanente

118

Grande parte da população alva, sobretudo entre crianças e jovens, é formada por imigrantes ou filhos de imigrantes recentes, a maioria crianças e jovens de origem africana.

No respeitante às Mulheres e seus filhos refugiados por serem vítimas de violência doméstica, em geral há um equilíbrio entre Senhoras portuguesas e africanas.

Receitas e apoios financeiros e outros:

As receitas financeiras da Cooperativa provêm das contribuições das famílias das crianças acolhidas nas valências Creche Sonho Azul[9] e Creche Familiar Colo Amigo[10].

As restantes 3 valências não têm qualquer encaixe de dinheiro por parte dos utentes ou de suas famílias, por razões óbvias[11].

As receitas financeiras provêm ainda e sobretudo dos Acordos de Financiamento por parte da Segurança Social.

Estes significaram em 2007 cerca de 540.000 Euros/total anual.

A perda dos apoios da Segurança Social para as 2 valências[12] traduziu-se numa redução das entradas de cerca de menos 20.000 Euros/mês.

Existem ainda apoios financeiros e outros da parte da Câmara Municipal do Seixal e de Juntas de Freguesia do concelho, com ajuda para o pagamento de algumas partes de certas rendas de instalações.

Situação financeira tradicional:

Tradicionalmente, a Cooperativa vive com enormes sufocos e sobressaltos financeiros, mas sem dívidas.

Aflições presentes:

No momento presente, e no seguimento da interrupção do financiamento por parte da Segurança Social às 2 valências Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta e Lar de Jovens em Risco Vida Nova, em Dezembro ’07, a situação é dramática, a saber:

  1. Os financiamentos por parte da Segurança Social estão de novo prometidos, mas só recomeçarão quando forem realizadas obras que a Segurança Social determinou ‘item’ por ‘item’ e que definiu como condição ‘sine qua non’ para a sua retoma;
  2. Essas obras estão orçamentadas em 25.000 (vinte e cinco mil Euros), já com IVA incluído, e demorarão cerca de 4 semanas entre o seu início, e o momento de ficarem prontas;
  3. A Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos não tem nem esse nem nenhum outro dinheiro disponível, nem pouco nem muito, salvo o estrito necessário para o curso normal das 3 valências restantes, em funcionamento.

A Cooperativa vive dias difíceis.

Procuram-se soluções, apoios políticos e decisões e apoios financeiros muito urgentes:

Logo, o dramatismo deste momento pode sintetizar-se:

  1. Sem dinheiro, não há obras.
  2. Sem obras, não há retoma do financiamento da Segurança Social.
  3. E sem a reposição desse apoio financeiro regular e fundamental, as crianças[13] e jovens[14] em risco não têm acolhimento possível na Cooperativa e nas 2 referidas valências.
  4. Como também não têm emprego as 21 trabalhadoras dessas 2 valências, que em Janeiro ’08 se viram obrigadas a rescindir os seus contratos com a Cooperativa.

Sede e contactos:

A Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos tem sede na

Av. General Humberto Delgado, n.º 115

Farinheiras, Paio Pires, 2840 Seixal.

Tel: 212272364. Fax: 212272364.

Email: pelosonho@yahoo.com

Pessoas a contactar:

  • Presidente da Cooperativa: Drª Nídia Abreu (Móvel 966 895 863)
  • Trabalhadoras da Cooperativa: por favor contactar as Trabalhadoras directamente, com o apoio da Senhora Presidente (que fornecerá os contactos das Trabalhadoras)

[1] Nota prévia: Este é um texto em construção, susceptível de ligeiras imprecisões involuntárias, que serão prontamente corrigidas logo que detectadas. Por isso se pede por um lado a ajuda de quem o lê e pode ajudar à sua melhoria, e por outro desculpas a todos pelas suas limitações e insuficiências.

[2] Versão deste documento: 9 Fev ‘08

[3] No Seixal, mais precisamente em algumas Freguesias do concelho do Seixal, distrito de Setúbal.

[4] Momento em que esta valência Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta foi descontinuada, primeiro por intervenção da ASAE (assunto solucionado prontamente), depois pela interrupção do financiamento por parte da Segurança Social. A Segurança Social decidiu após o episódio ASAE exigir um conjunto de obras como condição ‘sine qua non’ para a retoma dos apoios financeiros, a saber 1) Construção de WC para deficiente motor; 2) Pintura dos interiores com tintas de cores claras e suaves 3) Transformação do actual pequeno Gabinete da Direcção num novo Quarto de Bebés 4) Transformação de uma Cozinha secundária em Sala de Estudo; 5) Construção de uma Rampa para deficiente motor com eliminação de 2 degraus; 6) Substituição de esquentadores a gás por eléctricos; 7) Alargamento da porta de um dos Quartos para acesso de deficiente motor; 8) Retirada de um pavimento de madeira, e substituição por cerâmica; 9) Eliminação de uma Sala berçário e sua substituição por 2 novas divisões, uma Sala de Estar para Trabalhadoras e uma WC para Trabalhadoras nesta valência Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta

[5] Momento em que esta valência Lar de Jovens em Risco Vida Nova foi também descontinuada, primeiro por intervenção da ASAE (assunto solucionado prontamente), depois pela interrupção do financiamento por parte da Segurança Social. A ASAE exigiu o seguinte, e a solução foi rapidamente encontrada: 1) Uma Máquina de lavar roupa deveria ser retirada do interior da Cozinha; 2) Uma rede mosquiteira deveria ser colocada numa janela; 3) Uma Lâmpada fluorescente deveria ser rectificada; 4) Um túnel de congelação deveria passar a substituir a congelação tradicional de frescos em arca congeladora. Entretanto, A Segurança Social decidiu após o episódio ASAE exigir um conjunto de obras como condição ‘sine qua non’ para a retoma dos apoios financeiros, a saber 1) Reformulação geral da Cozinha; 2) Construção de uma Lavandaria nesta valência Lar de Jovens em Risco Vida Nova

[6] Dessas, 21 trabalhadoras viram em Janeiro ’08 os seus postos de trabalho ruir, no seguimento da interrupção por parte da Segurança Social dos financiamentos das 2 valências Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta e Lar de Jovens em Risco Vida Nova. Por acordo com a Cooperativa, apresentaram no Centro de Emprego as denúncias dos seus Contratos de Trabalho, para poderem receber algum dinheiro mês a mês, que a Cooperativa não lhes podia continuar a garantir.

[7] “era assim constituído…” até à perda dos respectivos postos de trabalho por parte das cerca de 21 trabalhadoras, à data de Janeiro ‘08

[8] … e os que persistem, continuam naturalmente a sê-lo.

[9] As 25 crianças, com prestações por parte das famílias de 20 Euros/criança/mês, geram um encaixe mensal de 500 Euros.

[10] As 48 crianças geram um encaixe total mensal de 1.800 Euros, na base de uma média de 37,50 Euros/criança/mês. A Cooperativa, por seu turno, remunera cada Ama com 725,48 Euros/mês, mais 65,78 Euros/mês/por criança, para a alimentação que a Ama coordenadamente compra e confecciona.

[11] Recorda-se que são as valências com acolhimento 24/24 horas de Crianças em risco (13 pessoas), Jovens em risco (12 pessoas) e Mães e Filhos vítimas de violência (20 pessoas)

[12] Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta e Lar de Jovens em Risco Vida Nova

[13] Cerca de 13 crianças, valência Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco Janela Aberta (interrompida desde finais Nov ‘07)

[14] Cerca de 12 jovens, valência Lar de Jovens em Risco Vida Nova (interrompida desde finais Nov ‘07)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Em violação do direito internacional, Tony Blair envolveu o seu país numa guerra no Iraque, guerra essa à qual se opôs a maioria dos cidadãos europeus

Há que parar Blair !

às 16:03 HH de quinta 7 Fev '08 as assinaturas eram já 4140
às 17:08 HH, passada 1 hora sensivelmente, já iam nas 4363.
às 10:08 HH de sábado 9 Fev '08, passados menos de 2 dias, já iam nas 8938.

Petição contra a nomeação de Tony Blair como “Presidente da União Europeia“

Nós, cidadãos europeus de todas as origens e inclinações políticas, desejamos expressar a nossa oposiçao total à nomeação de Tony Blair para a Presidência do Conselho da União Europeia.

O Tratado de Lisboa prevê a criação do cargo de Presidente do Conselho da União Europeia, a ser eleito pelo Conselho para um mandato de dois anos e meio, renovável uma vez. Nos termos do Tratado: “O Presidente assegura a preparação e continuidade dos trabalhos do Conselho Europeu“ e “O Presidente preside aos trabalhos do Conselho Europeu e dinamiza esses trabalhos“. Além disso, “O Presidente do Conselho Europeu assegura, ao seu nível e nessa qualidade, a representação externa da União nas matérias do âmbito da política externa e de segurança comum“¹.

O futuro presidente terá portanto um papel chave na definição das políticas da União Europeia e nas relações desta com o resto do mundo. A primeira presidência possuirá ainda um peso simbólico particular, quer para os cidadãos da União Europeia, quer para a imagem da União no resto do mundo. Nesta perspectiva, cremos ser essencial que o primeiro presidente incarne o espírito e os valores do projecto europeu.

Desde há algum tempo, saem na imprensa artigos, cada vez mais frequentes, tornando evidente o desejo por parte de alguns quadrantes em fazer de Tony Blair o primeiro Presidente do Conselho da União Europeia. Esta nomeação, a acontecer, estaria em contradição total com os valores representados pelo projecto europeu.

Em violação do direito internacional, Tony Blair envolveu o seu país numa guerra no Iraque, guerra essa à qual se opôs a maioria dos cidadãos europeus. Uma guerra que fez centenas de milhares de vítimas e provocou milhões de refugiados. Que é um factor maior na actual desestabilização profunda do Médio Oriente e que enfraqueceu a segurança mundial. De modo a conduzir o seu país à guerra, Blair fez uso sistemático de provas forjadas e de manipulação da informação. O seu papel na guerra do Iraque pesaria fortemente sobre a imagem da União no mundo, caso fosse eleito presidente.

As medidas tomadas pelo seu governo, bem como a sua cumplicidade com a administração Bush no programa ilegal de “entregas extraordinárias“ (conhecido como “vôos da CIA“) resultaram num recuo sem precedentes das liberdades civis, em contradição com os termos da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, a qual é parte integrante do Tratado.

A Carta Europeia dos Direitos Fundamentais formaliza os valores fundadores do projecto europeu e constitui um dos pilares do novo tratado. Tony Blair lutou contra a sua integração no Tratado de Lisboa e assegurou que não fosse aplicada no Reino Unido.

Ao invês de fazer avançar a integração europeia, o antigo primeiro-ministro britânico impôs uma série de “linhas vermelhas“ durante a negociação do tratado², com o intuito de bloquear qualquer progresso nas questões sociais e de harmonização fiscal, bem como na política externa e de defensa comuns.

Além disso, parece-nos impensável que o primeiro presidente da União Europeia seja o antigo chefe de um governo que manteve o seu país afastado de dois elementos chaves da construção da Europa: o Espaço Schengen de livre circulação de pessoas e a Zona Euro.

Numa altura em que uma das prioridades das instituições europeias é a reaproximação aos seus cidadãos, cremos ser fundamental que o Presidente do Conselho da União Europeia seja alguêm em quem uma maioria dos cidadãos possa rever-se, ao invês de alguêm rejeitado pela maioria³. Por tudo isto, declaramos a nossa oposição total a esta nomeação.


  1. Tratado de Lisboa, Artigo 1º, nº 16 - que insere o Artigo 9ºB no Tratado da União Europeia -, parágrafos 5 e 6. (2007/C 306/17, 18) ↑
  2. Blair sets out EU treaty demands, BBC, Junho de 2007. ↑
  3. Tabela 6 da Sondagem FT/Harris, Junho de 2007. ↑

Assinem a Petição!

O recente caso do BCP e das manigâncias do Governo, apostado em dividir, pataca a mim, pataca a ti, o festim da mesa posta, é alarmante.

OPINIÃOPublicado 18 Janeiro 2008

Baptista Bastos b.bastos@netcabo.pt

Democracia de opinião e folclore

No Jornal de Negócios, aqui.



O historiador e jornalista Jacques Julliard publicou, em “Le Nouvel Observateur” [3-9. Janeiro, p.p.], um extracto do seu recente ensaio “La Reine du Monde.” Segundo o semanário, trata-se de uma “interrogação sobre a ascensão inelutável da democracia de opinião.” O texto, pela sua importância, merece ser ponderado, pelo que reflecte do mal-estar das sociedades actuais, e do bloqueio ideológico e prático a que parece terem chegado as forças de Esquerda.

O alucinante acréscimo dos meios de expressão, Imprensa, Rádio, Televisão, Internet, ultrapassa, largamente, “o modelo de representação única, omnisciente, omnicompetente, omnipresente, que é a figura de proa do sistema representativo. Na época de oiro, o representante do povo possuía todas as virtudes, e exprimia a opinião na diversidade, e o povo na totalidade. Como legislador, pronunciava-se acerca de tudo. Hoje, uma tal ficção é impensável. Os próprios eleitos do povo o reconhecem e multiplicam as comissões ad hoc, as juntas de sábios, as consultadorias de especialistas. Numa palavra: multiplicaram-se as fontes de legitimidade”, escreve Julliard, acrescentando: “A opinião é, antes de tudo, o espectáculo que a sociedade dá a si mesma; é a identidade de que ela toma consciência para chegar, progressivamente, ao domínio de si própria. Uma sociedade que se quer adulta não pode contar com os grandes homens para forjar uma imagem e um destino.”

Os perigos decorrentes desta “democracia da imagem” resultam nas “democracias administrativas” tornadas comuns na Europa. É o mimetismo da ideologia norte-americana, cuja democracia, esvaziada pela alternância de poder, apenas entre “republicanos” e “democratas”, existe no poder do dinheiro e na força quase imparável da televisão. As fortunas gastas nas campanhas presidenciais nos EUA são escandalosas. Os imensos e secretíssimos potentados económicos regem e impõem as coisas públicas. O mesmo sucede na Europa. A mascarada das democracias estão à margem da realidade circundante. Depois, o que acontece é que os partidos deixam de se distinguir uns dos outros, porque mais não são do que expressões, já não dissimuladas, das oligarquias.

A ideia e os conceitos que formaram, aprofundaram e, por vezes, melhoraram os ideais republicanos estão a ser dizimados, sobretudo por aqueles que dizem defender esses mesmos ideais. O capitalismo mais selvagem e mais hediondo tomou conta e distorceu os padrões e as balizas morais e éticas, fundadores das grandes doutrinas humanistas. Conscientemente, que resta? Nem a Direita o sabe. O espectáculo fornecido por Sarkozy não é menos deprimente do que as deprimentes atitudes da Direita portuguesa. Notoriamente, há uma pesada culpa dos meios comunicantes. A “ressurreição” de Santana Lopes é disso exemplo. Ele só existe porque existem televisões comuns na imbecilidade e semelhantes na ausência de crítica. O mesmo é aplicável à Imprensa e à Rádio. Da nódoa ninguém sai imaculado. E a democracia sai ferida, irremediavelmente?, da junção de leviandades e de frivolidades desta netureza.

Jacques Julliard: “O tempo escasseia, porque a hegemonia actual da democracia apenas repousa na ausência momentânea de adversário.” O sinistro projecto do PS e do PSD de aniquilamento dos pequenos partidos, através de uma indissimulada estratégia de poder dividido entre os dois “dominantes”, comporta algo de totalitarismo. E o facto de os “comentadores” pertencerem, quase exclusivamente, ao mesmo clube ideológico, impede qualquer espécie de antagonismo doutrinal. As ideias e a correspondente ideologia de uma espécie de elite são impostas com subtileza mas com módica inteligência.

De novo Julliard a insistir que esta nova “moral”, sobretudo a das televisões, tem por objectivo inculcar normas. “Consiste, antes de tudo e sobretudo, numa apologia do dinheiro e de todos os meios imagináveis para o ganhar. A seguir, é uma obsidiante glorificação da violência, da lei do mais forte e do menos escrupuloso. Sob a capa do divertimento, a televisão exalta, a todo o instante, através dos seus heróis, os valores do capitalismo selvagem, o que se não confessa mas que permanentemente se pratica.”

A “democracia do mercado” tem servido de pretexto para todas as aventuras da ganância, do lucro pelo lucro, da exploração desenfreada. Os turiferários da desumanização encontram-se em todos os campos da actividade. Porém, os que mais interessam ao poder económico, já sobreposto, largamente, ao poder político, são aqueles que dispõem de acesso aos órgãos de comunicação social. Já o referi, nesta coluna: a inexistência de debate, a uniformização do pensamento, o sentido único da ideologia vão conduzir, inevitavelmente, ao esvaziamento democrático. O desprezo que os cidadãos não escondem acerca dos “políticos”, é o eloquente testemunho da gravidade do problema.

O desinteresse dos “políticos” em cumprir as promessas corresponde, por igual, ao desprendimento, cada vez mais acentuado, dos cidadãos pelos fenómenos públicos. O recente caso do BCP e das manigâncias do Governo, apostado em dividir, pataca a mim, pataca a ti, o festim da mesa posta, é alarmante. Depois, as origens são brumosas e ninguém parece interessado em aclará-las. O ruído e a futilidade opõem-se, com denodo, ao esclarecimento. Fica-nos o folclore.

APOSTILA – É evidente que o ministro Mário Lino sai muito arranhado do assunto Ota-- Alcochete. Precipitou-se no “jamais”; mas seguiu instruções, é bom de ver. Independentemente de eu apreciar, ou não, a prática deste Executivo (e, na realidade, não aprecio), a mudança de opinião não entra nos domínios da sordidez. No entanto, a reviravolta de José Sócrates carece de explicações mais claras. Quanto aos interesses, eles habitam nos dois (ou nos três) projectos. E é aqui que está o busílis. E é aqui que a “democracia de opinião” falhou, porque se estatelou na informação. Fica-nos, de novo, o folclore.

ADIVINHA – Qual é o semanário, qual é, que não publicou uma resenha a um livro de conhecido preopinante, pelo simples motivo de o autor da crítica (neste caso autora) fazer sérias reservas ao texto? Critérios editoriais? Favorecimento? Para uns, sarrafo; para outros, borracha ou lápis azul. Para os amigalhaços, conforto e acalanto; para os outros, os rigores dos paradigmas. Não há duas maneiras de amar a liberdade e a livre opinião. Há é modos de a mascarar.

Castanheira do Ribatejo para ti, Poceirão para mim, Alcochete e arredores cá p'rá gente: pataca a mim, pataca a ti, etc e tal neste lindo Portugal


A propósito de ...

É o progresso! É o desenvolvimento! É mais construção! Vivaaá! Parabéns à visão do Engº António Varela e das suas amizades estrégicas. Vivaaaaá!

...é bom não esquecer que a Margem Sul também tem peões, bispos e cavalos nesta corrida que dá pelo nome de "Corrida ao Solo", e no caso vertente Plano Portugal Logístico

ver:

Compra-se Solo Rural na zona de Alcochete e do novo Aeroporto. A corrida do ouro já começou. Terrenos óptimos p/ criação de "gambuzinos de pata preta"


Com a devida vénia a Alhos Vedros ao Poder, Blogue de resistência contra o poder moiteiro e todo o género de amoitados que nos deu o link para o Jornal SOL, que tem o mérito da notícia reproduzida aqui.
Entretanto, se desejar saber muito, mas muito mais veja Conferência da Moita sobre Política dos Solos, Mais-valias Urbanísticas e Ordenamento do Território
Se contudo estiver com muita pressa, leia apenas Selecções de fim-de-semana: Enchem-se os bolsos de alguns e inferniza-se a vida de todos. e passe os olhos por Compra-se Solo Rural na zona de Alcochete e do novo Aeroporto. A corrida do ouro já começou. Terrenos óptimos p/ criação de "gambuzinos de pata preta"

Genuíno Madruga levantou ferros de Puerto Williams (Chile) via Canal Beagle para oeste, para uma viagem delicada, rumo ao Oceano Pacífico



Veja em filme o que Genuíno Madruga vai atravessar por estes dias no Estreito de Beagle em http://www.kewego.com.pt/video/iLyROoaftP3v.html

Ou aprecie as vistas sobre o Canal ou estreito de Beagle aqui, a partir do Glaciar Martial em http://www.kewego.com.pt/video/iLyROoaftDf2.html

Saiba mais aqui:

Diário da 5ª Etapa
Cabo Horn
(Chile) - Costa Oeste Chile
(texto de Genuíno Madruda. Podem lê-lo no diário de bordo da 5ª etapa (http://www.genuinomadruga.com/diario_5etapa.html).

6 Fevereiro 2008 -18h00
Caríssimos amigos
Conforme sabem, no passado dia 24 de Janeiro passei em solitário o Mítico e temido Cabo da Ilha de Hornos, passei para Sul da latitude 56 S. Não foi tarefa simples lá chegar. Passado o Cabo de Hornos, de Leste para Oeste, contornei pelo Norte a Ilha e só então rumei a Norte com destino a Ushuaia (qual oásis no
meio dos ventos). Por esta cidade fiquei alguns dias pois, acreditem, estava mesmo com uma necessidade urgente de algum reposo e meu Hemingway também necessitava de alguns afinos. De Ushuaia parti para Puerto Wilians afim de legalizar minha entrada na República do Chile. De cá partirei justamente amanhã dia 7, por quanto embora no Verão destas paragens, o tempo não tem estado de feição, muito pelo contrário frio, chuva, neve e muito vento, tempo este que não me permite navegar nos Canais da Patagónia Chilena com destino a Puerto Monte numa distância aproximada de 1000 milhas (pelo Pacífico e canais).
Caros amigos, conforme devem calcular esta não é uma viagem fácil! Muitas são as dificuldades para quem como eu navega em solitário por estas paragens (que por cá dizem ser o fim do Mundo). Aproximam-se tempos difíceis! Todavia, creio que meu Hemingway com as alterações que então introduzi irá aguentar os ventos fortes que de vez em quando sopram por estas terras.
Quanto a seu único tripulante, tudo bem, sempre, desde sempre preparado para esta grande e extraordinária aventura que mais uma vez fará parte da história marítima Portuguesa e não só uma vez que não conheço quaisquer registos de um pescador navegando tal como eu, tenha cruzado de Atlântico para Pacífico pelo Cabo de Hornos.
Desde estas terras de águas geladas, com um grande abraço.
Genuíno Madruga

Acerca de mim

Neste espaço surgirão artigos e notícias de fundo, pautadas por um propósito: o respeito pela Lei, a luta contra a escuridão. O âmbito e as preocupações serão globais. A intervenção pretende ser local. Por isso, muito se dirá sobre outras partes, outros problemas e preocupações. Contudo, parte mais significativa dos temas terá muito a ver com a Moita, e a vida pública nesta terra. A razão é uma: a origem deste Blog prende-se com a resistência das gentes da Várzea da Moita contra os desmandos do Projecto de Revisão do PDM e contra as tropelias do Processo da sua Revisão, de 1996 até ao presente (2008...) Para nos contactar, escreva para varzeamoita@gmail.com