domingo, 31 de agosto de 2008

Como se compram votos nas Eleições 2 - o caso Moita. A quase-Augi da Quinta do Moinho. Cortageira. Barra Cheia. Alhos Vedros. A




Espécie de Augi da Quinta do Moinho, na Cortageira, Barra Cheia, Freguesia de Alhos Vedros, Concelho da Moita. Localização aqui.

Ver igualmente

Como se compram votos nas Eleições 1 - o caso Moita. Palavras do Presidente da Câmara 17 Março 2005

Como se compram votos nas Eleições 1 - o caso Moita. Desmascaramento das palavras do Presidente da Câmara ditas a 17 Março 2005

Ribeira da Moita: uma Ribeira artificial que não nasce numa fonte nem escoa águas pluviais. Antes traz as águas do P.I.P. e de localidades a montante


Águas vermelhas da Ribeira da Moita. Fotografia tirada no local de corte da Estrada NªSª Atalainha com esta Ribeira artificial, com génese humana e não natural. Barra Cheia 30 Ago ’08.

Obs.: Esta Ribeira é uma "oferta" do Parque Industrial de Palmela e das áreas de crescimento habitacional a sul do Município da Moita, "presenteada" à Várzea da Moita, à Barra Cheia e aos Brejos da Moita, bem como à própria vila da Moita e ao Tejo,

Ver: Crime ambiental na Estrada do Gado

E

Os Munícipes expressaram ainda a sua oposição frontal à realidade da Ribeira da Moita, e às ilegalidades e abandonos a que em seu redor as populações têm sido votadas e esquecidas.

Com efeito, a Ribeira da Moita atravessa toda a parte Sul do Concelho correndo para Norte, a caminho do Tejo.
Tem origem na zona de fortíssima concentração humana e de serviços e indústria do Parque Industrial junto à AutoEuropa, onde trabalham cada dia largos milhares de pessoas numa actividade humana e industrial intensa, com descargas industriais e humanas diárias de milhões de litros de efluentes de todo o género.
A Ribeira da Moita é engrossada igualmente com mais milhões e milhões de litros de outros efluentes de várias novas aglomerações urbanas do Concelho de Palmela, que a sul da Moita pululam sem parar.

Indústrias importantes em produção e em pessoal, e novas cidades e urbanizações para as quais nenhuma solução foi prevista em termos de efluentes industriais e humanos, que não seja o deixar fazer, o deixar correr as suas águas de todo o tipo, insuficientemente tratadas e a céu aberto, pelas nossas terras e à beira das nossas casas a caminho do Tejo.

Todo o homem sério, toda a mulher isenta pode assim constatar que esta Ribeira não é de nascente, sendo alimentada quando muito no máximo 30 a 60 dias por ano pelas chuvas, pela acção da natureza.

Durante esses 30 a 60 dias cada ano, a Ribeira da Moita serve ao escoamento natural das águas, cf. o Artº 1351º do Código Civil, que prevê que os prédios inferiores estão sujeitos a receber as águas que, naturalmente e sem obra do homem, decorrem dos prédios superiores, assim como a terra e entulhos que elas arrastam na sua corrente.

Contudo, nos restantes cerca de 300 dias ou mais, cada ano, todos os anos, a Ribeira da Moita é a única com um caudal contínuo, dia e noite, 24 sobre 24 horas, a correr para o Tejo ao longo do Concelho da Moita.

As outras ribeiras estão secas todas durante a maior parte do ano, enquanto a nossa corre todos os dias sem parar com importante e incessante caudal.

A maldade e a ilegalidade da situação são duplas:

Por um lado, as nossas terras e culturas são inquinadas por tratamento insuficiente a montante dos efluentes do crescimento industrial e demográfico atabalhoada e incapazmente ordenado ao longo de anos, as nossas terras e culturas são alagadas por descargas inopinadas e por caudais catastróficos originados pelas impermeabilizações insensatas de Kms2 e Kms2 a montante, as nossas terras e culturas são arrastadas sem parar com milhões de metros cúbicos roubados por aluvião a caminho de jusante;

Por outro, a classificação legal altamente limitativa e proibitiva nas margens da Ribeira da Moita (surgindo em certos Mapas como maior e mais significativa que as zonas ribeirinhas de protecção ao Tejo) é o cúmulo da perfídia: A Ribeira é-nos imposta, as águas não são da natureza, o seu curso e caudal são ilegais, são antes fruto dos erros e da irresponsabilidade de planeamento e ordenamento do território do Concelho vizinho, mas quanto a restrições e proibições legais, é sobre a nossa cabeça que estas se abatem sem parar.

sábado, 30 de agosto de 2008

Moita: Eleições Autárquicas 2005


Eleições Autárquicas 2005

Fonte Ministério da Justiça


freguesias apuradas 6
freguesias por apurar 0
inscritos 56582


votantes 27975 49,44%
brancos 671 2,40%
nulos 457 1,63%


CAMARA MUNICIPAL - MOITA

Votos %
PCP-PEV 13930 49,79%
PS 7322 26,17%
PPD/PSD.CDS-PP 2551 9,12%
B.E. 2471 8,83%
PCTP/MRPP 573 2,05%

De toda a maneira, essa minha escolha é sempre para me finar às mãos de qualquer um…Ou será melhor não preferir nenhum?


Legenda dos 3 Carrascos, da esquerda para o centro, até à direita:

  1. Carrasco nº 1: Este Carrasco quer-me fazer a folha e diz que andou comigo à escola
  2. Carrasco nº 2: Este Carrasco quer-me fazer a folha e diz que é um velho amigo da minha família
  3. Carrasco nº 3: Este Carrasco quer-me fazer a folha e diz que ele próprio é alguém que sofreu muito, por em tempos lhe terem outros querido fazer a folha a ele também

Socorro, quem me acode, aqui d’el rei peixe frito! Socorro, se não eu grito!

Dizem que me posso finar às mãos de um destes carrascos, qualquer um, ou preferir não perecer às mãos de nenhum.

Ai socorro, urgente, por favor, quem me ajuda e me aconselha com razão, que eu não quero deixar de viver tão cedo, ai isso não.

Por isso, estendo a mão e peço a vossa opinião:

  1. devo aceitar aquele que diz que andou comigo à escola?
  2. ou antes o outro que pretende ser uma velha amizade da minha família?
  3. ou ainda o outro que alega para fazer a função o mérito de ser ele próprio alguém que sofreu muito, por em tempos lhe terem outros querido fazer a folha a ele também?

Em síntese…

Será preferível bater a bota às mãos

  1. do antigo colega,
  2. do velho amigo,
  3. ou do que também sofreu como eu?

De toda a maneira, essa minha escolha é sempre para me finar às mãos de qualquer um…

Ou será melhor não preferir nenhum?

Carta a Jerónimo de Sousa: Aceite ser informado directamente por gente simples, mas sábia e de vida sofrida, dos campos do Sul do Município da Moita.


Exmº Senhor Deputado Jerónimo de Sousa,

Deputado à Assembleia da República e

Secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP)

Lemos com agrado e preocupação a notícia das suas declarações em Alcochete sobre a previsível especulação imobiliária em torno do futuro Aeroporto de Lisboa, na margem Sul.

Como se pode ver numa transcrição do Blogue “O Banheirense”, citando a TSF, e ainda conforme artigo no Jornal “Avante!”, foram estas, entre outras, as suas palavras, Senhor Deputado Jerónimo de Sousa:

«A ANA passa a ter o poder de decisão em relação a qualquer decisão autárquica não só aqui em Alcochete como em todos os concelhos circundantes. Há aqui um poder discricionário privado que tem como objectivo o lucro e que não está com certeza a pensar no bem-estar das populações ou nos interesses regionais», afirmou Jerónimo de Sousa.

E acrescentou ainda o Senhor Deputado:

Isto permite não só o arbítrio como a especulação imobiliária», declarou.

Ora, acontece que nós na Moita temos uma experiência muito sofrida nesta matéria, como poderá por favor saber junto dos Chefes de Gabinete do Grupo Parlamentar do PCP, Senhores Drs Augusto Flor[1] e Pedro Ramos[2], com quem o Movimento Cívico Várzea da Moita se avistou na Assembleia da República às datas de 24 de Novembro de 2006 e 15 de Julho de 2008.

Também se recordará de numerosas mensagens que a si lhe enviámos pessoalmente, Senhor Deputado Jerónimo de Sousa, de que nos permitimos, só a título de exemplo, citar as nossas cartas a si dirigidas à data de 2 de Abril de 2007 e de 9 de Junho de 2007.

Se desejar, a síntese da nossa situação pode assim ser resumida em 100 palavras:

O Processo de Revisão do PDM e o Projecto de novo PDM da Moita compreendem aparentes violações da Lei, uma amálgama pantanosa de situações obscuras e uma sucessão vasta e sistemática de más práticas de governação.

A Moita merece ser um caso de estudo da vida em democracia e da transparência, ou da falta delas.

Sem palavras, inenarrável.

Resumindo em 100 palavras a situação, existem na Moita 2 regimes políticos e verificam-se 2 revisões do PDM, onde os grandes perdedores são o Concelho, os Munícipes, a ética e a transparência, e onde sai gravemente ferida a legalidade e a democracia.

Com um pouco mais de detalhe, mas ainda assim de forma abreviada, o “caso Moita” pode ser entendido com clareza a partir da breve resenha O esquema era muito simples. O traço comum a todo esse território era claro e um só: Solo Rural, em Reserva Agrícola e em Reserva Ecológica. Porém...

Neste quadro, e porque são muito grandes as responsabilidades políticas do Partido Comunista Português na Moita, onde é a força maioritária à frente do Governo Local, e porque entre os Munícipes deste Concelho há muitas Mulheres e muitos Homens que consideram que os representantes locais do PCP, e os eleitos do Partido Comunista à testa da Câmara Municipal, são os primeiros aliados nesta terra da mais vil especulação imobiliária, servindo mal o PCP, diríamos mesmo, atraiçoando recorrentemente o PCP, alegre e enganadoramente de emblema do PCP ao peito, dirigimo-nos a si com um pedido amistoso e formal:

  1. Receba-nos por favor.
  2. Oiça-nos por tudo o que de mais prestigiante tem o legado, a cultura e a história do Partido Comunista Português.
  3. Aceite ser informado directamente por gente simples, mas sábia e de vida sofrida, dos campos do Sul do Município da Moita.

E depois, por favor, decida em consciência

  1. Se o PCP deve apoiar os grandes especuladores financeiros e fundiários, que na Moita são os aliados maiores da Câmara Municipal no parte e reparte do nosso Solo Rural, em RAN e em REN, ou
  1. Se deve antes reposicionar-se ao lado das pessoas simples do povo, que aqui na nossa terra vêem as suas liberdades de expressão e participação cívicas cerceadas pelo poder local, e cujos interesses legítimos e direitos protegidos por lei são tão ameaçados e tão maltratados pela Câmara Municipal da Moita, no altar da especulação urbanística e da violação de numerosas leis.

Ficamos a aguardar uma sua resposta com um “Sim, recebo-vos, vamos conversar”, ou com um “Não, não vos recebo, não vos quero nem ver nem ouvir”.

Ou responda-nos com o que quer que seja que de mais, e de diferente, nos queira dizer.

Mas, educadamente lhe pedimos por favor que nos responda, que nos diga ou nos mande dizer alguma coisa.

O seu silêncio não será por nós compreendido.

Na expectativa das suas importantes notícias, apresento em meu nome pessoal e em nome dos Vizinhos com quem juntos coordenámos esta mensagem, os nossos cumprimentos.

29 Agosto 2008

antónio silva ângelo em a.silva.angelo@gmail.com

e

Movimento Cívico Várzea da Moita em varzeamoita@gmail.com

Mais informação em em Um Por Todos, Todos por Um em http://umportodostodosporum.blogspot.com/,


[1] Anterior Chefe de Gabinete do GP do PCP na Assembleia da República

[2] Actual (à data de Julho 2008) Chefe de Gabinete do GP do PCP na Assembleia da República

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Um atirador com a melhor munição e a pior pontaria, que acabava sempre por acertar no alvo errado e levar para casa o que não queria


A melhor seta, o melhor arco e o maior atirador, se a direcção do tiro for a errada, só podem dar desgraça ou falhanço completo.

Quem quer repetir a experiência? Quem quer corrigir o tiro?

A pergunta está lançada.

As respostas começam a chegar.

A propósito de um Artigo recente, divulgado nos Jornais O RIO e Jornal da Moita de 28 Ago ’08, vale a pena meditar sobre o que interessa à Moita em 2009, e como lá chegar.

Diz nesse artigo Vítor Cabral, Presidente da Comissão Concelhia do Partido Socialista na Moita:

Esta fórmula do “orgulhosamente sós” ou do “só nós é que sabemos” está completamente ultrapassada. Quer queiram, quer não, para se criar as mesmas condições que vemos e "invejamos" nos concelhos à nossa volta, vai ser necessário chamar todos os interessados ao governo da nossa terra. Deixar de lado as desconfianças, os emblemas, as cores, as divisões, e unir esforços num autêntico desígnio. A responsabilidade é de todos. Todos poderão e deverão dar o seu contributo. Sem receios.

Também muitas outras Cidadãs e muitos outros Cidadãos assim o pensam.
Veja-se nomeadamente:

Ver a esse propósito também:

Salvar a Moita não é, nem pode ser, um desígnio das forças e dos eleitores de esquerda. Nem dos votantes tradicionais na direita. É um dever de todos!

e

Câmara da Moita - exemplo vivo de 1 governo local reles, de 1 fábrica clandestina de ilegalidades e de violentação de direitos protegidos dos Cidadãos

Acontece contudo que, por vezes, aqui e ali, ainda se encontram pessoas de bem, preocupadas com os interesses superiores da nossa terra, insistirem em erradas estratégias.

Como por exemplo, apelos à esquerda, contra o caos do mau governo da Câmara da Moita, ou apelos ao centro, ou ao meio, ao alto ou ao baixo.

Como se fosse possível pôr-se fim ao caos a que isto chegou na Moita apenas repetindo as tácticas que nada valeram dos actos eleitorais anteriores, onde, no Concelho, um só Partido (numa Coligação onde esse Partido é tudo, ou quase tudo) venceu um a um cada um dos demais Partidos, sendo contudo eleitoralmente menos forte que eles todos juntos.

Mas, um a um, venceu-os todos.

Ou ainda outro exemplo, outro erro ainda, quando assistimos ao lançamento de fogo cerrado de elementos da Oposição na Moita contra todas as direcções, incluindo na direcção do mau governo instalado nos Paços do Concelho, na Praça da República, 2860 MOITA, e simultaneamente contra outros Partidos da Oposição, aqui na Moita, agora que a unidade de esforços pela salvação do Concelho mais se impõe.

É essa uma táctica errada, assumida por pessoas e forças de bem.

É verdade.

E também é verdade que são pessoas estratégica e verdadeiramente interessadas na termo da má política, e numa mudança radical para um bom governo local.

Correcto.

Não podem é continuar a agir com uma boa estratégica assente numa pobre e errada táctica.

Sob o risco grave de lhes poder acontecer o mesmo que ao famoso caçador.

Recordam-se:

Aquele atirador com a melhor munição e a pior pontaria, que sempre acabava por acertar no alvo errado e levar para casa o que não queria.

Vai ser necessário chamar todos os interessados ao governo da nossa terra. Deixar de lado as desconfianças, os emblemas, as cores, as divisões, ...


Por favor, faça duplo "clic" para ler o artigo. E sobretudo para ler o último parágrafo. (recomendação do Blogue Um por todos, todos por um).

Política :

Que política de desporto no concelho da Moita?
em 2008/8/28

In JORNAL O RIO

e in JORNAL DA MOITA

Diz Vítor Cabral, Presidente da Comissão Concelhia do Partido Socialista na Moita:

Esta fórmula do “orgulhosamente sós” ou do “só nós é que sabemos” está completamente ultrapassada. Quer queiram, quer não, para se criar as mesmas condições que vemos e "invejamos" nos concelhos à nossa volta, vai ser necessário chamar todos os interessados ao governo da nossa terra. Deixar de lado as desconfianças, os emblemas, as cores, as divisões, e unir esforços num autêntico desígnio. A responsabilidade é de todos. Todos poderão e deverão dar o seu contributo. Sem receios.


O vereador do PS aponta: o corte em 50% de todos os apoios às Colectividades; o subsídio anual para as Associações ainda nem sequer foi aprovado em sessão de Câmara; as grandes obras ficaram no papel, como a do Pavilhão Multiusos da Baixa da Banheira; a piscina municipal na Moita, largamente anunciada e prometida desde há mais de 10 anos não passa de virtual; a Pista de Atletismo em Alhos Vedros, essa ainda nem sequer passou ao papel.
“Não pode ser! Basta! Acordem do marasmo!”, clama o autarca socialista.

“Vai ser necessário chamar todos os interessados ao governo da nossa terra. Deixar de lado as desconfianças, os emblemas, as cores, as divisões, e unir esforços num autêntico desígnio. A responsabilidade é de todos. Todos poderão e deverão dar o seu contributo. Sem receios”, propõe Vítor Cabral.

No ano passado, António Duro escreveu n' O RIO, um artigo de opinião com este mesmo título, que chamava a atenção para a falta de uma política desportiva no concelho da Moita.

Atendendo a que os visados (maioria camarária) continuam num estado de apatia total, retomo o tema. Quem tem lido os meus anteriores artigos de opinião, poderá estranhar o tom de crítica destas linhas. Se elas servirem para abanar o marasmo em que o concelho se encontra e despertarem algumas consciências que andam entretidas "em toiradas", já serviram para alguma coisa.

Referia o António Duro as dificuldades que as Colectividades sentem com as diminutas instalações, com a falta de equipamentos desportivos, transportes, ou mesmo equipamentos municipais que sirvam os seus atletas e de um modo abrangente, toda a população. E se então lançam ideias ou novos projectos, as contrariedades nunca mais acabam.

Depois de no final do anterior mandato, a maioria CDU ter apostado tudo nos cavalos e nas toiradas (de que também todos gostamos) esperava-se que a atenção se virasse para a cultura e principalmente para o fomento do desporto. Do apoio a quem promove o desporto. Mas não. A nota inicial deste mandato foi o corte em 50% de todos os apoios às Colectividades.

Proximamente, quando chegar a hora de prestar contas, que explicação arranjará esta maioria CDU, para tal procedimento?

Mais, para além do corte, cada vez protelam mais esses apoios. Este ano, estamos em Setembro e o subsídio anual para as Associações ainda nem sequer foi aprovado em sessão de Câmara.

Em mais de 30 anos de poder absoluto no concelho da Moita, as grandes obras do Regime irão ficar somente no papel? Do Pavilhão Multiusos da Baixa da Banheira, obra megalómana orçada à data em 1 milhão de contos, sabendo-se logo à partida que a Câmara não tinha os 850.000 contos para pagar a sua parte. Será que nos contentamos só com o projecto e a maqueta pagos principescamente, esquecidos num qualquer armazém?

E com a piscina municipal na Moita, largamente anunciada e prometida desde há mais de 10 anos, ficaremos satisfeitos somente com a sua visualização virtual nas próximas Festas de Setembro?

Quanto à Pista de Atletismo em Alhos Vedros, essa ainda nem sequer passou ao papel. Contudo, encheu discursos, folhetos, prospectos e Boletins Municipais.

Vibrámos todos com a medalha de ouro do Nelson Évora. Pois é, se algum jovem do concelho quiser praticar salto, salto em comprimento, salto em altura ou mesmo triplo salto, onde treina? No areal da praia do Rosário?

De que serve promover provas de maratona nacionais, quando depois não temos instalações minimamente condignas que captem o interesse criado nos mais novos com a vinda de atletas de renome e obviamente bem pagos. Somente para a fotografia? Para o aparecimento fugaz na televisão e a respectiva promoção pessoal?

Numa correcta política integrada de educação, em breve as escolas primárias passarão para a responsabilidade das Autarquias. É neste quadro que programamos o futuro?

Não pode ser! Basta! Acordem do marasmo! Ainda estão a tempo de até ao final do próximo ano, de inverter e recuperar algum tempo perdido!

Esta fórmula do “orgulhosamente sós” ou do “só nós é que sabemos” está completamente ultrapassada. Quer queiram, quer não, para se criar as mesmas condições que vemos e "invejamos" nos concelhos à nossa volta, vai ser necessário chamar todos os interessados ao governo da nossa terra. Deixar de lado as desconfianças, os emblemas, as cores, as divisões, e unir esforços num autêntico desígnio. A responsabilidade é de todos. Todos poderão e deverão dar o seu contributo. Sem receios.

Vítor Cabral
PS Moita

Acerca de mim

Neste espaço surgirão artigos e notícias de fundo, pautadas por um propósito: o respeito pela Lei, a luta contra a escuridão. O âmbito e as preocupações serão globais. A intervenção pretende ser local. Por isso, muito se dirá sobre outras partes, outros problemas e preocupações. Contudo, parte mais significativa dos temas terá muito a ver com a Moita, e a vida pública nesta terra. A razão é uma: a origem deste Blog prende-se com a resistência das gentes da Várzea da Moita contra os desmandos do Projecto de Revisão do PDM e contra as tropelias do Processo da sua Revisão, de 1996 até ao presente (2008...) Para nos contactar, escreva para varzeamoita@gmail.com